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Emenda pior que o soneto

  • PorFlávio Morgenstern
  • 28/07/2014 21:02

Reformar a política para ampliar os direitos

Entendida como uma das prioridades da agenda nacional há muito tempo, a reforma política costuma figurar, de forma intermitente, na agenda do Congresso Nacional, sem que sejam produzidos resultados práticos proporcionais à importância da matéria. A representação política não tem sido eficiente para traduzir uma vontade que a sociedade vem expressando com eloquência

Leia a opinião completa de Enio Verri, deputado estadual, presidente do Partido dos Trabalhadores no Paraná

Um dos bordões mais repetidos nos últimos anos é a "crise de representatividade" dos nossos políticos. Definitivamente, políticos e pessoas normais parecem viver cada vez menos no mesmo mundo. Para contornar isso, que tal impedir que haja qualquer mudança nos políticos, e a sociedade que se cale ainda mais, agradecida por ter feito uma "reforma política"? Pois é isso que o PT planeja irrevogavelmente para o país.

O Plano de Transformação Nacional pretende ser o primeiro dos diversos planos quinquenais propostos pelo PT da presidente Dilma Rousseff a sair do papel. O objetivo é simples: mudar a Constituição para uma suposta "reforma" política, visando apenas o financiamento público de campanha e o voto em lista. Traduzindo para uma linguagem humana, estão proibidas doações de empresas para candidatos. A maior parte das caríssimas campanhas será via dinheiro do pagador de impostos. O butim será distribuído pelos partidos de acordo com o número de cadeiras que eles ocupam hoje. Ou seja, se o partido X tem 12% de cadeiras, e o Y tem 60%, o Y receberá 60% do dinheiro. Alguém que foi às ruas em 2013 jurando que políticos não nos representam sentiu cheiro de mudança, ou o que é difícil de mudar ficará agora impossível?

Alguém mais notou quanto é imoral pagar impostos para dar a candidatos em quem não se votaria de jeito nenhum, justamente para que ele faça propaganda para nós? Alguém está cansado de Sarneys, de Collors, de Renans e seus conchavos para sempre estarem no poder? O voto em lista também garante que o partido escolha quem quiser para ocupar cargos. Quer que os políticos no Congresso mudem? Melhor desistir. O PT já é companheiro de todos há muito.

É um presente do PT a você, caro eleitor. Talvez haja honestidade no slogan petista: "Para o Brasil seguir mudando". Mantenhamos tudo como está, sobretudo o partido no poder, para ver se algo muda.

Para lograr tal êxito, o tal "partido dos pobres" precisa mudar a Constituição. E, para isso, precisa de um plebiscito. Plebiscitos são propostas populares, a "democracia direta" que não passa pelos próprios deputados, tão abusada nos totalitarismos do século 20. Se pode ser bom para uma proposta do povo, o que dizer de um partido que é a elite dominante há mais de uma década, propondo ele próprio passar por cima do Congresso com medidas que, por mera coincidência, o manterão no poder até o infinito?

Se até agora notar a verve comunista e totalitária do PT foi considerado um fanatismo de grupos supostamente "extremistas" (sempre xingados genericamente, como "elite", "classe média", "mídia" etc.), o PT mostrou ao mundo que gosta de se vestir no tom de vermelho foice-da-morte que nunca escondeu entre os seus próprios companheiros.

O que está sendo conjecturado é o golpe bolivariano. O PT se tornar o partido-Estado, a parte que é o todo, o nosso Lenin, o nosso Stalin, o nosso Mao. É o que está sendo vendido (com o dinheiro dos próprios "compradores") como "reforma política", "participação popular" e, claro, "democratização", entre outros nomes pomposos que nunca dizem claramente o que significam à população que sofrerá suas consequências.

Democratizar, para o PT, nunca é dividir o poder, e sim ter controle total para si de tudo.

Flávio Morgenstern, analista político, é especialista do Instituto Millenium e colaborador do site www.implicante.org.

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