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Lula prejudica o setor produtivo

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao último de mandato com promessas não cumpridas.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao último de mandato com promessas não cumpridas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Fuga recorde de investimentos estrangeiros, juros nas alturas, consumo retraído, endividamento, desconfiança da indústria na economia estagnada. É neste cenário que retomo os trabalhos na Câmara dos Deputados, onde é muito difícil defender o setor produtivo da incompetência e da sede do governo Lula.

Lula acaba de bater recorde na arrecadação de R$ 2,8 trilhões em impostos. Só se empenha em bancar as políticas assistencialistas de onde saem seus votos: o orçamento de 2026 reservou nada menos que R$ 180 bilhões para elas, para usar a máquina do governo e influenciar as eleições deste ano.

Por isso, somando o balanço dos fatos econômicos de 2025 e as tendências para o ano eleitoral que se inicia, o que fica claro é que, assim como não entende nada de economia e administração pública, Lula não gosta nem pretende valorizar o agronegócio e o empresariado. Prefere dar Bolsa Família à metade da população a investir no setor produtivo, que apenas prejudica.

Não é à toa que 22 dos 29 setores industriais brasileiros pesquisados para o Índice de Confiança na Economia (ICE) fecharam o ano no prejuízo e pessimistas para enfrentar 2026. E o Banco Central acaba de divulgar que o país registrou, no ano passado, um recorde na evasão de US$ 33,3 bilhões, contra US$ 18 bilhões em 2024, o que revela aumento na desconfiança do investidor estrangeiro no país.

Lula acaba de bater recorde na arrecadação de R$ 2,8 trilhões em impostos. Só se empenha em bancar as políticas assistencialistas de onde saem seus votos: o orçamento de 2026 reservou nada menos que R$ 180 bilhões para elas

Todos os setores sofrem com a política monetária restritiva, com juros em 15%, endividamento de quase 80% das famílias e inflação de 4%, quase no teto da meta. É grande o desafio de defender o setor produtivo na Câmara, equivalente ao das empresas e dos produtores rurais, que, como nós, lutam por crédito e condições estruturais para que ativem a economia parada, gerem empregos e ganhem competitividade regional e global.

Na luta contra esse cenário, me conforta um pouco receber o reconhecimento por contribuir com o setor produtivo da Associação Brasileira de Companhias Abertas (Abrasca). A instituição representa empresas que geram 17% do Produto Interno Bruto (PIB), 10 milhões de empregos, e concedeu o Prêmio Valoriza a apenas doze parlamentares. O meu é do povo do Paraná.

No Congresso Nacional, em 2025, estive ao lado da maioria na rejeição ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas vimos nossa decisão ser derrubada pela parceria do governo Lula com o Supremo Tribunal Federal (STF). Este golpe colocou R$ 17 bilhões nas bolsas assistencialistas, que só geram pessoas acomodadas e impedem o avanço da sociedade brasileira.

Denunciamos também os prejuízos que as bravatas do petista causaram a vários setores da economia, no episódio do tarifaço de Donald Trump. Tivemos, ainda, a falência dos Correios, a estimativa de que a dívida pública ultrapassará 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, os casos de supersalários no setor público e os novos cargos e gastos milionários do casal Lula–Janja.

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No nosso mandato, ao contrário, defendemos condições para produzir, elaboramos e defendemos projetos favoráveis aos agentes econômicos. Votamos contra a taxação das grandes fortunas e a favor de medidas duras contra os devedores contumazes. No que diz respeito ao agro, à produção agropecuária, tão importante para a economia do Paraná e do país, por exemplo, faço parte da Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário.

Nela, trabalho essencialmente pela desburocratização dos processos de licenciamento ambiental, pelo crédito rural farto e facilitado e pela contenção dos delírios petistas em relação à reforma agrária. Nesse sentido, além de apresentar o meu Projeto de Lei 4.631, para permitir que produtores trabalhem armados, defendo outras medidas de proteção para o meio rural, como a proposta de criação de um plano nacional de segurança para o agro e o direito de os estados legislarem sobre o direito agrário.

Reinhold Stephanes Júnior é empresário e economista, deputado federal, membro das Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Relações Exteriores e Finanças e Tributação.

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