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A medical assistant processes a sample from a rapid antigen test for the novel coronavirus (Covid-19) at the reception of the nursing home for seniors ‘Schmallenbach Haus’ in Froendenberg, western Germany, on January 22, 2021. – Every visitor, employee and resident of the nursing home is regularly checked with the rapid antigen tests for Covid-19 upon entering. (Photo by Ina FASSBENDER / AFP)
Um assistente médico processa uma amostra de um teste rápido de antígeno para o novo coronavírus.| Foto: Ina Fassbender/AFP

O país vive o pior momento da pandemia da Covid-19. Nós todos vivemos o pior período desta pandemia. Quando nos deparamos com o número de vidas perdidas, de pessoas contaminadas e empresas falidas, chegamos a uma conclusão triste e dolorosa: todos nós falhamos.

Olhar para trás e rever o desumano negacionismo do governo federal diante de um vírus letal, que já havia feito milhares de vítimas mundo afora é entristecedor. Lembrar que a articulação para a aquisição de vacinas ocorria com tanto desdém e de forma tão tardia é revoltante. Pensar na guerra política que ocupava cada vez mais o lugar das articulações estratégicas verídicas para o combate à doença é lamentável.

Acompanhar o recorde diário de mortes no Brasil pelo coronavírus é devastador e inaceitável. Somar o número de empresas que fecharam suas portas para nunca mais abrir é tão triste e preocupante quanto pensar na quantidade de pessoas que perderam seus empregos e deixaram de colaborar com o sustento de suas famílias.

Nesta luta contra a Covid-19, erramos, e erramos juntos. Na falta de empatia e respeito pela dor do próximo, fosse ela pela saúde de um ente querido ou a saúde de uma empresa que levara anos para ser construída, deixamos de lado um protocolo essencial – a união.

Se chegamos até aqui, é porque todos nós temos responsabilidade. Políticos, entidades, empresários e população. Cada um de nós carrega um pouco do peso de sermos considerados hoje o país que pior gerenciou a pandemia de Covid-19 no mundo.

Mas onde existe energia e força de vontade há, também, esperança. E a corrida contra o tempo desafia a todos nós na busca por empatia e equilíbrio para a tomada de decisões verdadeiramente eficientes. Lutemos pela vida, das pessoas e da economia, de maneira sábia e sensata. A vacina continua a ser a maior dose de esperança para vencermos essa guerra. Enquanto isso, que sejamos realmente capazes de nos unir para mudar de uma vez por todas essa triste história que há mais de um ano assola o nosso país.

Fernando Moraes é empresário e presidente da Federação da Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap).

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