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Protestos na França expõem o fracasso do projeto multicultural globalista

A prefeitura de Limoges, um edifício declarado monumento histórico, foi praticamente destruída neste sábado (17) na França. (Foto: Reprodução/Prefeitura de Limoges/X/EFE)

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“A cultura francesa não existe em si mesma; não existe uma única cultura francesa. Existe cultura na França, e ela é diversa.”

Essas foram as palavras do presidente francês Emmanuel Macron em 2017, dando seu toque pessoal ao insípido mantra “a diversidade é a nossa força”, que tem sido o credo irrefletido das elites ocidentais há mais de duas décadas.

Agora, a França, assim como muitos outros países ocidentais, está colhendo os frutos desse ideal superficial e equivocado. Tumultos estão eclodindo por todo o país.

Mas não se trata de a França ser francesa.

Na verdade, é exatamente o contrário.

Em vez disso, parece ser o começo do fim de um projeto globalista “multicultural” insensato e suicida para a civilização, facilitado pelas elites da União Europeia, que já não conseguem lidar com suas contradições.

Vou voltar um pouco no tempo para aqueles que não têm acompanhado de perto o que está acontecendo do outro lado do Atlântico.

No fim de semana, os protestos na França — absurdamente descritos por grande parte da mídia como manifestações de frustração estudantil com turmas numerosas e com a “austeridade” fiscal — explodiram em uma onda de violência que as autoridades não conseguiram, ou talvez não quiseram, conter.

A mídia de esquerda continua a distorcer a narrativa sobre o que está acontecendo, minimizando a violência de uma forma bastante familiar para aqueles que se lembram dos protestos “majoritariamente pacíficos” do movimento Black Lives Matter e da campanha pelo desfinanciamento da polícia em 2020. Uma publicação da CBS News, agora apagada, descrevia o que estava acontecendo na França como “confrontos” entre “pequenos grupos de manifestantes” e a polícia.

Isso lhe parece uma briga?

A situação ficou tão grave que Macron se dirigiu à nação, mas não esteve à altura da ocasião. Em vez disso, o presidente francês pareceu minimizar a violência, destacou a importância da “escuta e do diálogo” e culpou os Estados Unidos.

Típico.

Ele não é um Charles de Gaulle. Esse grande estadista francês, que liderou seu país para fora das cinzas da Segunda Guerra Mundial, talvez até encontrasse uma maneira de culpar os Estados Unidos, mas não teria permitido que protestos “estudantis” ou qualquer outro tipo de manifestação destruíssem o que ele e seu povo haviam reconstruído.

Diante da crise, De Gaulle apelou à nação como um todo e venceu. A que Macron deve apelar? Ao bom senso? À solidariedade nacional? Ridículo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem uma avaliação diferente da situação. Em uma publicação na rede Truth Social, ele afirmou que a França precisa fechar as fronteiras “RÁPIDO”. Mais tarde, reiterou sua posição.

É tudo verdade. Mas, mesmo que a França fechasse as fronteiras de repente, isso não resolveria o problema, como explicarei em breve.

Macron e a maior parte da mídia querem que acreditemos que tudo isso não passa de descontentamento genuíno com o problema do “custo de vida” ou alguma bobagem do tipo. Não é.

Esses não são os protestos sindicais comuns na França desde tempos imemoriais. Em vez disso, o que vimos foram saques em larga escala, confrontos com a polícia e, o que é mais preocupante no caso francês, ataques a estátuas e outros locais históricos. A bela Câmara Municipal de Limoges, com 143 anos de existência, foi incendiada e praticamente destruída pelas chamas.

Estátuas e outros locais históricos foram alvo de vandalismo, profanação e ataques.

Até o Louvre teve de ser fechado. O museu divulgou uma declaração fraca e insignificante sobre um “movimento social estudantil”, que mereceria ser exposta, bem, no próprio Louvre. Talvez pudessem jogá-la nas cinzas quando o museu pegasse fogo.

Em alguns casos, parecia que eram os anarquistas de esquerda que lideravam o movimento.

Em outros, eram muçulmanos agitando bandeiras palestinas e expressando diferentes formas de solidariedade islâmica.

Essa dicotomia é um ponto importante. Certamente parece que grupos de esquerda alimentaram as chamas dessa situação, provavelmente com algum grau de coordenação organizacional e muito dinheiro. Mas eles claramente não foram a razão pela qual esses tumultos se tornaram tão grandes tão rapidamente.

Em vez disso, parece tratar-se de uma mistura heterogênea de descontentes: esquerdistas anarquistas, muçulmanos não assimilados, arruaceiros de rua e talvez até alguns agitadores estrangeiros.

Mais do que nunca, há grandes parcelas da população vivendo na França e em outros países ocidentais sem qualquer compromisso com o futuro dessas nações.

Seja em busca de uma revolução socialista, de uma intifada globalizada ou apenas de um pouco de diversão em um sábado à noite, existe agora uma massa crítica de pessoas dispostas a saquear o próprio país, em parte porque não o consideram seu — ou, pelo menos, não o veem como um país que mereça mais consideração do que qualquer outro. E é por isso que a resposta a essa confusão tem sido tão fraca e insatisfatória.

Mesmo que Macron e outros como ele estivessem dispostos a usar a força para conter os protestos, isso não resolveria a crise. Isso porque o problema é muito mais profundo do que o financiamento público das escolas ou qualquer outra desculpa esfarrapada que queiram inventar para explicar a situação.

A questão é que gerações de elites ocidentais trataram suas nações como intercambiáveis, meras peças de uma ordem global mais ampla. Elas sufocaram o dinamismo da sociedade e tentaram remediar a situação importando milhões de pessoas de terras culturalmente distintas, sem qualquer plano de integração. O produto interno bruto aumentou um pouco; os encargos do governo aumentaram muito. O descontentamento cresceu.

Essas elites permitiram que seus filhos — ou melhor, os filhos de outras pessoas, já que raramente parecem ter filhos próprios — aprendessem que o passado de seu país é motivo de vergonha.

Por que defender um patrimônio cultural quando lhes disseram que ele foi construído sobre nada além da pilhagem de outros?

Não quero exagerar. Os protestos não levarão literalmente ao fim da França nesta semana. O país não cairá em desgraça iminente sob o comunismo nem ficará sob a lei da Sharia, pelo menos por enquanto.

No entanto — e considero isso extremamente importante —, o que estamos testemunhando nas ruas de Paris e em cidades menores com grandes populações de imigrantes ou de muçulmanos de segunda e terceira geração não assimilados representa, sem dúvida, um colapso da nação francesa. O país está agora inundado por hordas de pessoas desinteressadas no futuro da França enquanto nação francesa. Elas não estão interessadas em preservar o patrimônio do país. Não se importam com apelos ao orgulho nacional. Não se contentarão com um salário um pouco maior.

Nem mesmo fechar as fronteiras agora resolverá essa situação. Reprimir os manifestantes apenas ganhará tempo. O que a França precisa é que seus líderes acreditem na cultura francesa e a celebrem, em vez de promover apenas uma versão diluída e sem sentido da “cultura francesa”. É preciso recusar-se a acolher pessoas que não se assimilem e deportar aquelas que se envolvam em atos de violência e ameacem seus vizinhos. É preciso deixar claro que o país não vai acabar com alguns estrondos nas ruas, seguidos de um lamento.

Se ainda existe alguma parte do país que valha a pena salvar, que a salvem. Se não o fizerem, o vazio acabará sendo preenchido por socialistas e islamitas.

Jarrett Stepman é um colunista norte-americano do The Daily Signal e autor do livro "A Guerra contra a História: A Conspiração para Reescrever o Passado da América".

©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: France’s Multiculturalism Experiment Goes Up in Flames

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