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Congresso “decide não decidir” vetos de lei eleitoral. Mas vai tentar dar um jeitinho
| Foto: Charge do Paixão

Foi um dia daqueles em Brasília. Teve discussão no STF, na Câmara, no Senado e, quando juntaram as duas casas legislativas para a sessão do Congresso, deputados e senadores votaram uma enxurrada de vetos presidenciais. Mas deixaram de votar o mais importante – para eles, pelo menos. Os vetos presidenciais à lei eleitoral, que precisa ser promulgada até sexta-feira (4).

Sem a votação, vale a “lei como está”: com os vetos. Teoricamente, os candidatos às prefeituras e câmaras de vereadores teriam de se contentar com a “singela” fatia de R$ 1,7 bilhão de fundo eleitoral e ficar sem benesses como a propaganda eleitoral gratuita semestral. Alguma dúvida de que eles vão tentar “sacudir a poeira e dar a volta por cima”? De Brasília, Olavo Soares explica como o Congresso avalia dar um jeitinho brasileiro para derrubar os vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei eleitoral e mudar regras eleitorais a tempo.

Pertinho dali, no Supremo Tribunal Federal (STF), polêmica instalada. Kelli Kadanus conta por que o Supremo Tribunal Federal (STF) não terminou o julgamento que pode anular mais de 30 sentenças da Lava Jato. Entenda a proposta de Toffoli para não causar uma avalanche de anulações. Tudo estava certo para a sequência ocorrer nesta quinta-feira (3), mas no fim da noite veio a surpresa: sessão adiada sem data para retornar.

E confira ainda no editorial da Gazeta do Povo: o Senado tira sua lasquinha da Nova Previdência. Leia um trecho:

A certa altura, a própria liderança do governo no Congresso falou em R$ 1 trilhão como um impacto ainda aceitável – ou seja, aceitava-se perder R$ 200 bilhões. A desidratação final da PEC 6/2019 já chegou ao dobro disso, e há dúvidas sobre a capacidade de a “PEC paralela” conseguir compensar ao menos parte do estrago.

Economia

Mudando de assunto, os pagamentos online devem tirar US$ 280 bilhões dos bancos até 2025, segundo estudo da consultoria Accenture. Pagamentos digitais e concorrência não bancária serão os responsáveis pela retirada desse dinheiro do sistema financeiro tradicional, conta a editora Cristina Seciuk. Mas nem tudo é motivo de perda. O estudo constatou que a receita global de pagamentos deverá crescer a uma taxa anual média de 5,5% entre 2019 e 2025. E os bancos devem abocanhar uma fatia desse crescimento.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) libera a maior sanção da história e os Estados Unidos retaliará os europeus em US$ 7,5 bilhões. O motivo: ajuda ilegal da União Europeia à fabricante de aviões Airbus.

Mundo

Já que começamos a falar sobre “negócios internacionais”, em mais um capítulo da crise política no Peru, a vice-presidente Mercedes Aráoz renunciou, um dia depois de ter sido nomeada pelo Congresso como presidente interina do país. A decisão dela representa um alívio para o impasse com o presidente Martín Vizcarra e uma derrota para a oposição.

No centro da disputa entre os poderes Executivo e Legislativo do Peru estão os casos de corrupção no país. O braço peruano da força-tarefa Lava Jato está fazendo interrogatórios em Curitiba nesta semana e ouviu o ex-chefe da empreiteira Odebrecht no Peru. Ele revelou a identidade de codinomes que aparecem em planilhas da empresa, suspeitos de terem recebido propina.

No outro lado do mundo, a Coreia do Norte confirmou que lançou um míssil balístico a partir de uma plataforma submarina. O sucesso do teste é um avanço para o arsenal da ditadura de Kim Jong-un e testa a tolerância do presidente americano Donald Trump com testes de armas conduzidos na Coreia do Norte - horas antes, os dois lados haviam concordado em reiniciar as negociações nucleares.

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