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Itamaraty atuou na repatriação de brasileiros que estavam em Quito, no Equador, em 30 de março: 21,7 mil foram resgatados até agora de 81 países diferentes.
Itamaraty atuou na repatriação de brasileiros que estavam em Quito, no Equador, em 30 de março: 21,7 mil foram resgatados até agora de 81 países diferentes.| Foto: Divulgação/Itamaraty

Bom dia!

Para começar. A quinta-feira (14) teve a divulgação de vários números. O Ministério da Saúde informou novo recorde de registro de infectados por coronavírus e o segundo maior número de óbitos confirmados em 24 horas: 13.944 e 844, respectivamente (veja os números oficiais). A pasta também destaca que quase 200 mil profissionais da saúde tiveram a suspeita da doença, sendo 31.790 confirmados.

Até mesmo o instituto que tem embasado as políticas de Donald Trump, nos Estados Unidos, se manifestou sobre a epidemia de Covid-19 no Brasil, calculando 90 mil mortes até 4 de agosto.

Mas há um lado que diminui a angústia de milhares de famílias por aqui: o governo informa que repatriou quase 22 mil brasileiros que não conseguiam retornar para casa. Correspondente da Gazeta do Povo em Brasília, Leonardo Desideri revela quanto custou a Operação Regresso e onde estavam os repatriados que ficaram “ilhados” no exterior, que tiveram acesso a outros itens como medicamentos e alimentação.

Conteúdo aberto

“CPI da Pandemia”. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro prometeu avaliar a sanção de socorro financeiro a estados e municípios, um governador enfrenta seu “inferno astral” particular. A compra sem licitação de 200 respiradores em Santa Catarina causou queda de secretários, abertura de CPI e pedido de impeachment do governador Carlos Moisés (PSL). Veja detalhes da crise no estado. Já no Ceará, médicos denunciam pressão para atestar Covid em óbitos.

Guerra de palavras. Em Brasília, nossos correspondentes trazem informações sobre um embate frequente: do presidente com o governador de São Paulo, João Doria. Bolsonaro classificou como “uma guerra” a disputa para afrouxar o isolamento e sugeriu a empresários "jogar pesado". Doria respondeu dizendo para o presidente sair da “bolha de ódio”. Outro que “vinha se estranhando” com o presidente, Rodrigo Maia selou uma trégua. Bolsonaro também cumpriu com agenda Ratinho Junior, governador do Paraná; confira a reportagem de Catarina Scortecci.

Podcast 15 minutos

Planeta em crise. No mundo já são mais de 300 mil óbitos pela Covid-19. A crescente fez Mike Ryan, diretor de Emergências de Saúde da OMS, antecipar um risco: o coronavírus pode se tornar endêmico. Já a Unicef alerta para um milhão de crianças em risco. No universo econômico, o brasileiro e diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, escancarou a crise na entidade ampliada pela pandemia e decidiu renunciar. Trump aparentemente gostou da notícia. “A OMC é horrível”, disse.

Exclusivo para assinantes

Mais política. Após o presidente Jair Boslonaro adicionar academias, salões de beleza e barbearias no rol de atividades essenciais na pandemia, especialistas ouvidos pela editora Fernanda Trisotto foram unânimes: embora a determinação venha da União, estados e municípios têm autonomia sobre a decisão. Saiba mais. Outra notícia relevante do noticiário político e alheia ao coronavírus: a Advocacia-Geral da União entregou ao STF transcrição com falas de Bolsonaro da reunião ministerial em que haveria supostas afirmações de interferência na Polícia Federal. A PGR também se manifestou.

Que quarentena é essa? A repórter Erica Sandberg mostra que, no estado norte-americano da Califórnia, São Francisco vive uma quarentena bizarra: entenda o programa financiado pela iniciativa privada que fornece álcool, maconha e cigarros para moradores de rua que estão em hotéis. Já Rafael Salvi, editor de Ideias da Gazeta do Povo, faz uma provocação sobre cienticifismo: quando a ciência e a política se unem para escravizar os homens.

Recomendações de leitura. Com mais um fim de semana de isolamento social, uma boa ideia é ler os colunistas que compõe o time de Vozes na Gazeta. Alexandre Borges traz ao debate a história de Fabio Rabin e o sorriso do gato de Alice. Fernando Schüler questiona: A liberdade de expressão exige tolerância a ideias que detestamos, mas qual o limite? E temos ainda duas crônicas novas. Paulo Polzonoff escreve sobre o grande escritor que se apequenou, virou militante, morreu e foi insultado. Carlos Ramalhete revela seu gosto por carros em uma busca pela feiura.

O mais importante de ontem no Brasil

Minuto coronavírus

Nossa visão

Os decretos de Bolsonaro. Bolsonaro tem acrescentado diversos tipos de negócio à lista das “atividades essenciais”. Nesta semana foram academias e salões de beleza - surpreendendo até mesmo o ministro da Saúde, Nelson Teich. Confira no novo editorial da Gazeta do Povo nossa visão sobre as atividades essenciais e os decretos de Bolsonaro.

O que Bolsonaro pretende conseguir com sucessivos decretos que ampliam a lista de “atividades essenciais”? Os efeitos práticos, a bem da verdade, são bastante limitados. Há uma única consequência mais simbólica, a banalização do conceito de “essencial”; para além disso, os decretos federais sobre esse assunto ficaram totalmente desprovidos de força após a decisão do Supremo Tribunal Federal que deu a estados e municípios “competência concorrente”.

Para inspirar

Rede de apoio para pais de alunos. Com o lema “Vamos sair juntos da tempestade”, uma escola infantil de Curitiba está prestando apoio a dezenas de pais na pandemia. Eles se ajudam mutuamente na divulgação dos negócios, confira na matéria de Lorena Lafraia.

Aproveite as leituras e tenha um bom final de semana!

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