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O próximo presidente vai gastar no máximo R$ 70 milhões para se eleger. Sabe quem vai pagar?

E mais: lei da Ficha Limpa, o que quer o MBL, a história por trás da foto de Las Vegas e Londrina campeão da Primeira Liga

  • PorLeonardo Mendes Júnior
  • 05/10/2017 02:47
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| Foto:

Bom dia! 

 

O próximo presidente do Brasil poderá gastar no máximo R$ 70 milhões para se eleger. Uma pechincha perto dos R$ 201 milhões gastos por Aécio Neves e dos R$ 318 milhões de Dilma Rousseff, em 2014. O lado ruim? Boa parte dessa fatura será coberta por dinheiro público, que alimentará o fundo eleitoral para 2018. 

 

A Câmara definiu, ontem, em sessão sem registro nominal de votos, as regras de financiamento das eleições. Sem poder recorrer ao financiamento privado, os candidatos terão à sua disposição um fundo partidário estimado em R$ 1,7 bilhão, proveniente de 30% das emendas impositivas de parlamentares e pela compensação fiscal para às emissoras de TV e rádio pela propaganda partidária obrigatória. 

 

O pacote de regras também contempla o custo máximo de uma campanha, quanto um candidato poderá doar a si próprio, quanto poderá receber de pessoas físicas e condições bem camaradas para refinanciamento de multas partidárias. 

 

Se Temer sancionar tudo até amanhã, as regras valem já para 2018. 

Seu passado te condena 

Se a Câmara cumpriu a prometida tungada no dinheiro público para 2018, o Supremo fez sua parte por uma eleição mais limpa. Candidaturas poderão ser impugnadas com base na Lei da Ficha Limpa por crimes cometidos antes de 2010, ano em que a legislação foi criada. Foi necessário o voto de minerva da ministra Cármen Lúcia para que o STF decidisse iluminar o passado mais remoto dos maus políticos. 

Qual é a do MBL? 

O Movimento Brasil Livre será um dos principais atores do jogo político de 2018 e seu modo de operar virou debate nacional a partir de reportagem da revista piauí. A publicação teve acesso a dois meses de conversa de um grupo de WhatsApp com as principais lideranças do movimento. 

 

Para Fernando Jasper, a arapongagem deixa evidente que o MBL representa (boa) parte do mercado financeiro

 

Rodrigo Constantino vê um tiro n'água da esquerda, que esperava encontrar algum grande escândalo na reportagem, mas acabou apenas vendo que o movimento pena para conseguir pequenas doações de dinheiro e milhas aéreas de seus apoiadores. 

 

Rogerio Galindo vê com preocupação a aliança pretendida pelo MBL para 2018, com João Dória e ACM Neto à frente e apoio de PMDB, bancada evangélica e bancada do boi. 

 

Neste jogo político-ideológico, Alexandre Borges surge para colocar em pratos limpos os conceitos de direita e esquerda, mais vivos do que nunca no debate atual. 

Engrenando 

O próximo presidente provavelmente será escolhido em meio a um cenário de aguda retomada econômica. Essa é a projeção de Ricardo Amorim, para quem se repetirá o ciclo de toda a grande depressão econômica ser sucedida por um retomada forte de crescimento

Pode ser melhor 

Um fator acelerador da retomada seria a cada vez mais distante reforma da Previdência. Estudo de dois pesquisadores do Ipea indica que, nas próximas décadas, a aposentadoria de servidores públicos consumirá o equivalente a um ano inteiro de riqueza gerada no Brasil. Módicos R$ 6,6 trilhões - 106% do PIB. 

 

Um alento para desarmar essa bomba é que avança no Senado o projeto que permite a demissão de servidor por mau desempenho, exatamente como ocorre na iniciativa privada. 

Pensando bem... 

Caiu mal o projeto enviado por Beto Richa à Assembleia, que pode elevar em até 256% o ICMS recolhido das pequenas empresas no Paraná. O governador foi cobrado por empresários durante evento em Londrina. Deputados aliados reclamam do regime de urgência da proposta. A tendência é a medida ser, no mínimo, abrandada. 

Sabe aquela foto? 

Tragédias como o massacre de Las Vegas têm o dom de produzir imagens icônicas. A da vez é a de um rapaz deitado sobre sua namorada, no chão, para protegê-la dos tiros. Isabelle Barone conta a história por trás d'A foto. 

Na ponta do dedo 

Outro debate desencadeado foi o do controle de armas nos Estados Unidos. Tiago Cordeiro lança luz sobre uma hipótese que deve ser acelerada pelo mercado: recorrer à tecnologia para reduzir as mortes por arma de fogo. Uma possibilidade? Destravar o gatilho somente mediante a impressão digital do dono da arma. 

O caminho para a Catalunha 

No editorial da Gazeta do Povo, falamos dos desdobramentos do referendo catalão pela independência da Espanha. O único caminho possível para a Catalunha é buscar uma consulta legal para discutir sua separação - e o uso da força pelas autoridades espanholas, como aconteceu no domingo, só piora uma situação historicamente delicada. 

A comunidade internacional vem apelando por um entendimento entre os governos espanhol e catalão, mas isso só será possível com um abrandamento de ambos os lados, na retórica e no uso (ainda que legítimo) da força. 

É campeão 

O Londrina é campeão da Primeira Liga. O Tubarão sagrou-se campeão ao derrotar o Atlético-MG por 4 a 2, nos pênaltis, após 0 a 0 no tempo normal, no Estádio do Café. O goleiro César foi o herói do título inédito ao pegar duas cobranças. 

Vai um mignon? 

Eu sei, ainda faltam algumas horas para o almoço. Mas vale salvar nos favoritos essa lista de restaurantes de Curitiba que servem mignon, uma das paixões locais. Várias opções oferecem desconto para quem é do Clube Gazeta do Povo. 

Quer que eu desenhe? 

Espero que não. Sou péssimo desenhista. Mas a Jéssica Maes apresenta o facilitador gráfico, novo nicho de design que consiste em desenhar ideias que as palavras não conseguem expressar com exatidão. Está tudo escrito - e desenhado - no link. 

 

Ótima quase sexta a todos e até amanhã!

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