Arthur Lira (PP-AL) venceu a eleição da Câmara: novo presidente
Arthur Lira (PP-AL) venceu a eleição da Câmara: em seu primeiro ato como presidente, determinou a nulidade do bloco que apoiava Baleia Rossi, o que altera a formação da Mesa Diretora.| Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Para começar esse resumo de notícias. É hora de saber quem ganhou e quem perdeu nas eleições da Câmara e do Senado. O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) enfrentou Simone Tebet (MDB-MS), após os demais candidatos desistirem. Na Câmara, a disputa foi mais tensa. Oito deputados se candidataram, e o então presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chorou em discurso de despedida.

Entre os senadores, nenhuma surpresa. Ao longo dos últimos dias, Rodrigo Pacheco ganhou ainda mais força. Apoiado pelo então presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, Pacheco venceu. Ele prometeu manter a independência do Senado, e com ajuda de aliados minou a adversária Simone Tebet, que perdeu até o apoio do próprio partido. O jornalista Rodolfo Costa traz todos os detalhes e bastidores da tranquila vitória de Pacheco no Senado.

Já na Câmara... Com bate-boca, troca de ofensas e até mesmo ameaça de abertura de impeachment, levou a melhor o candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro: Arthur Lira (PP-AL). A principal ameaça à chapa de Lira era Baleia Rossi (MDB-SP), que foi apoiado até o último momento por Rodrigo Maia. Apesar disso, a vitória veio em primeiro turno, com 302 votos. De Brasília, o correspondente Olavo Soares conta como foi a vitória do governo Bolsonaro e do Centrão.

A primeira "canetada" de quem ganhou e o futuro de quem perdeu

A primeira polêmica de Lira. Em seu primeiro ato como presidente da Câmara, Arthur Lira anulou a composição da Mesa Diretora definida pela reunião de líderes, realizada à tarde. Ele determinou a nulidade do bloco que apoiava Baleia Rossi, alegando que o registro de apoio no sistema da Câmara ocorreu seis minutos após o prazo. O correspondente Olavo Soares explica a decisão de Lira e a indefinição da proporcionalidade da composição da Mesa Diretora.

O grande perdedor. Rodrigo Maia sentiu mais a derrota que Baleia. Ainda no fim de semana,  Maia “foi traído” pelo DEM após o presidente da sigla, ACM Neto (BA), liberar a bancada. ACM, contudo, negou a troca por ministérios e cargos. O então presidente da Casa ameaçou aceitar a abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro, mas desistiu. Ele chegou a trocar ofensas com Lira durante a reunião de líderes que definiu a composição da nova Mesa Diretora. Mas o que esperar de Rodrigo Maia a partir de agora? Confira a reportagem de Olavo Soares.

Utilidade pública

Vacinas. Ainda no fim de semana,  a vacina russa Sputnik V entrou no radar de Bolsonaro como opção no combate ao coronavírus. Além disso, o governo confirmou que vai receber até 14 milhões de doses da vacina de Oxford-AstraZeneca em fevereiro, como parte da parceria multinacional Covax. Nesta segunda, o escritório regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou a distribuição de 35,3 milhões de doses à América Latina em fevereiro como parte da Covax, o que inclui no pacote o que foi anunciado pelo governo brasileiro. Já na União Europeia a promessa é da Pfzier-BioNTech: 75 milhões de doses no 1º trimestre.

Vacina brasileira e alergias. As pesquisas para a produção de novas vacinas seguem em todo o mundo. No Brasil não é diferente e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) tem um imunizante em fase pré-clínica; confira na reportagem de Célio Yano mais informações sobre a vacina que pode ser produzida totalmente no Brasil. Ademais, a editora de Saúde Amanda Milléo explica o que pessoas com alergia precisam saber antes de se vacinar. Ficou com alguma dúvida? Aproveite e baixe grátis nosso ebook sobre vacinas e saiba tudo sobre o desenvolvimento e aplicação dos imunizantes.

Atualização. Entre domingo (31) e segunda (1.º), o Brasil registrou 27.756 novos casos de Covid-19, e 595 mortes pela doença, segundo o último boletim do Ministério da Saúde.  Com isso, o país chegou a 9.204.731 diagnósticos positivos, com a confirmação de 225.099 óbitos e 8.077.967 recuperados.

Política e economia: além de quem ganhou a eleição na Câmara e no Senado

Sem greve. Algumas entidades de caminhoneiros tinham convocado greve a partir desta segunda-feira (1º). A aposta, contudo, não vingou. Ainda no final de semana, um áudio vazado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, mostrou a resistência em negociar com grevistas e disse que a categoria deveria “desmamar do estado”; leia a apuração de Jéssica Sant’Ana, direto de Brasília. Durante toda a segunda-feira, apesar das convocações, as rodovias federais tiveram fluxo livre; confira o clima nas estradas. Além disso, a ANTT inicia neste mês mudanças nas concessões rodoviárias.

Privatização dos Correios. Em outra notícia da esfera econômica, pesquisa divulgada nesta segunda-feira (1.º) pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que metade dos entrevistados se declararam contrários à privatização dos Correios. Os favoráveis são 43,1%. Veja os perfis de quem defende a manutenção e a venda da estatal por escolaridade e faixa etária. Também no universo da economia, houve déficit da balança comercial de US$ 1,125 bilhão em janeiro.

Giro pelo mundo

Em Mianmar, as Forças Armadas aplicaram um golpe de estado nesta segunda (1.º) e prenderam a líder civil Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz. Leia nos textos de Rafael Salvi. Em retaliação, o presidente norte-americano, Joe Biden, ameaçou retomar as sanções contra o país. E já que estamos falando sobre os EUA, por lá, os republicanos detalham um novo pacote de US$ 618 bilhões para combate à pandemia, menor que o de US$ 1,9 trilhão que o governo quer aprovar.  Ademais, o governo do Irã disse estar pronto para selar um acordo nuclear com os EUA.

O que mais você precisa saber hoje

Colunas e artigos

Leituras para a semana. Em suas novas colunas, Guilherme Fiuza fala sobre a ética do leite condensado, enquanto Mario Vitor Rodrigues faz um “power point” de supostos crimes de Bolsonaro. Já a jornalista Maria Clara Vieiera mostra que vale a pena também ler sobre literatura com Harry Potter no Enem: é mais fácil combater o que se nomeia corretamente. E por falar em literatura, o cronista Paulo Polzonoff explica por que a hora certa para um adolescente ler Machado de Assis é nunca.

Nossa visão

Ameaça de paralisação. A greve dos caminhoneiros de 2018 pode ser resumida uma série de demandas corporativistas, como uma intervenção para baixar o preço do diesel e a imposição de uma inconstitucional tabela com preços mínimos para o frete rodoviário. Depois de maio de 2018, houve várias outras ameaças de novas greves, nunca concretizadas. A mais nova tentativa frustrada ocorreu nesta segunda-feira (1º). Tema para nosso editorial: A greve dos caminhoneiros e a negação das leis da economia.

O grande problema por trás de muitas das reivindicações dos caminhoneiros é a sua intenção de, basicamente, revogar a lei da oferta e da procura, buscar reservas de mercado ao impedir a concorrência, e reviver distorções que já causaram muito dano ao país. Já vem sendo assim com a tabela do frete, que o STF insiste, por omissão, em manter viva apesar de afrontar explicitamente os textos constitucionais que tratam do livre mercado como fundamento da ordem econômica nacional.

Para inspirar

Saúde mental e lockdown. Inúmeros especialistas da psicologia e da medicina alertam para como as restrições da Covid-19 afetam a saúde mental. Mas até que ponto isso pode ser prejudicial? Líder do Programa em Psicologia e Criminologia da Universidade de Northumbria, em Newcastle, na Inglaterra, Tom Heferman escreveu um artigo em que mostra as diferenças psíquicas de Lockdown, isolamento autoimposto, quarentna e as diferentes restrições na pandemia.

Aproveite as leituras para começar bem a semana!

14 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]