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Fiquei horrorizada, chocada, com os crimes covardes cometidos por sargentos do 20.º BIB de Curitiba, sob a desculpa de um trote, contra seus próprios colegas. É a isso que chamam de patriotismo? Servir à pátria amada significa ser torturado e humilhado pelos colegas com choques, afogamento, queimaduras a ferro quente? É necessário que o Exército tome providências enérgicas para que isso não aconteça mais. Eu, como mãe, imagino o desespero da mãe daquele rapaz que recebeu o "trote". É inconcebível que crueldades dessa natureza continuem acontecendo. Ainda como mãe, penso no que poderá ocorrer no próximo ano, quando tantos outros jovens irão servir à pátria nesse 20.º BIB. É para isso que se serve o Exército? Assim como eu, o país todo deve estar perguntando a mesma coisa. Está na hora de procurar mudar a mentalidade, pois estamos no século XXI. A era dos trogloditas já passou. Não é possível que crimes como esse continuem acontecendo.

Julia Maria Rodrigues, dona de casaCuritiba, PR

Cenas chocantes 2

Assisti à reportagem do Fantástico (não até o final, pois me recusei a acreditar) sobre o trote promovido por militares do 20.º BIB, de Curitiba. Senti-me uma mãe assassina, porque há 5 anos incentivei e me orgulhei de ter meu filho "servindo a pátria" neste quartel. Que país é esse? Não me surpreenderia com essas cenas feitas em um presídio com superlotação, onde os presos são acuados como animais em jaulas... mas num quartel? O que ensinam aos nossos jovens? Servir a quem? Repetir a violência do meio urbano? Reproduzir táticas de um tempo vergonhoso da história do nosso país? Realmente, a sociedade está desprovida de valores, de cuidados, de assistência! Pois se isso ocorre nos quartéis, o que esperar das demais instituições? Às vezes me pergunto se eu sou a única errada neste mundo, ou se o mundo atual é que está errado. Sinto-me fora dele. Depois desta reportagem, pergunto a todos os pais e mães, que criaram um filho com todo amor e cuidado e o confiaram a uma instituição como esta: "Se tivessem outro filho, o incentivariam a servir à pátria"? Eu, com certeza não. Vi o suficiente para me decepcionar. Imagino o que os pais deste jovem não sentiram ao ver a reportagem. A população deve se manifestar. O que ocorre nos quartéis? O mundo inteiro condena a tática da tortura.

Valéria Gardai, professoraCuritiba, PR

O papel do Exército

Como cidadão brasileiro, me pergunto qual o verdadeiro papel do Exército em nossa sociedade. Creio eu que seja para nossa defesa. Nos últimos dias, grandes fatos colocam em xeque sua credibilidade deste, antes tido como exemplar órgão de defesa. Ao completarem 18 anos, nossos filhos são obrigados, com orgulho, para servir as Forças Armadas, mas não para ser humilhados, espancados e torturados dentro desta instituição. A partir de agora, quem terá orgulho de enviar um filho ao Exército? Espero que autoridades competentes tomem drásticas medidas para acabar com esta pouca vergonha dentro de nossas Forças Armadas.

Cesar Augusto dos Santos, advogadoCuritiba, PR

"Vileiros"

Achei extremamente preconceituoso o título da reportagem "Ônibus barato atrai ‘vileiros’", na edição de 13/11/2005. Resido numa vila e sou uma pessoa de bem assim como os outros moradores. Não existem arruaceiros só em vilas como deu a entender a reportagem.

Caroline CordeiroCuritiba, PR

Segurança

A reportagem de capa da Gazeta do Povo de domingo, 13/11, volta a expor claramente a fragilidade de nosso aparato de segurança pública, uma vez que são conhecidos a hora, o local e a maneira como atuam estas gangues de jovens. Desta maneira, estão esperando o que para agir? Quanto a restrição da entrada de arruaceiros, é justo que qualquer cidadão queira defender seu patrimônio e oferecer tranqüilidade a seus clientes. A imprensa da capital já divulgou inúmeros abusos cometidos por seguranças truculentos e despreparados de alguns estabelecimentos. Eles não podem submeter cidadãos a qualquer tipo de constrangimento ou até mesmo imaginar que podem substituir o trabalho da polícia. Os responsáveis pela segurança dos shoppings não podem se tornar fomentadores da intolerância e da discriminação que só traz mais desordem e violência, vide o que acontece na tão civilizada França.

Julio C. A. Fróes, administradorCuritiba, PR

Cozimento

O presidente Lula já começou a cozinhar o ministro Palocci. Um bom prato fica bom se preparado na véspera. Luiz Wanderley Andrade da Cruz, professorCampo Largo, PR

Inativos

A mudança de banco para o recebimento de pensões e aposentadorias dos inativos do estado do Paraná não é motivo de preocupação. O que mais aflige os servidores, em vez de decorar uma nova senha, são os 11 anos sem reajuste. Em pouco tempo, teremos direito a leite, luz, água, tudo de graça, porque estaremos inseridos no programa assistencial do governador por absoluta falta de renda.

Antonio Carlos Wanderley, servidor público aposentadoCuritiba, PR

Contorno Sul

Existe um problema muito sério neste local, os veículos que vêm no sentido Santa Catarina/ Paranaguá passam direto sobre o viaduto e não conseguem ver o retorno para a BR-277. A situação se agrava principalmente na época das férias, quando o fluxo é maior. Sou um empresário, passo pelo local todo dia e sei do que estou falando. A partir de dezembro o movimento aumenta. É só ficar no local e verificar que, a cada dez carros em trânsito, cinco erram o acesso. Com um pouco de bom senso – e uma boa sinalização – a situação será resolvida.

Sergio Brugnolo, empresárioCuritiba, PR

Tosse no teatro

No concerto comemorativo do dia nacional da Áustria, no Teatro Guaíra, também ouvi aquela senhora tossindo, fato que prejudicou a apresentação. Um concerto é uma meditação, ou uma viagem interior, muito diferente de um jogo de futebol, onde se vocifera impropérios, se esperneia, se atira garrafas e pedras.

Lotar Kaestner Curitiba, PR

SOS

São tantas as CPIs para apurações das irregularidades. Diversos são os fatos, os atos e as provas. A cada depoimento surgem novas denúncias. Há no momento alguma acusação para admissibilidade da prática de crime de responsabilidade contra o presidente da República? Aos deputados do bem é conveniente os interesses da Nação. A hora é agora. Peço justiça.

Luniarane Mary Pires de Angelucci, funcionária públicaCuritiba, PR

Transporte

Além da falta de sinalização e fiscalização eletrônica no trecho da Avenida Cândido Hartmann, próximo ao Colégio Estadual Manoel Guimarães, boa parte dos acidentes ocorre nos períodos da manhã em decorrência da presença de óleo combustível derramado na pista. Sou morador da região e constato que, pela manhã, os ônibus circulam com os tanques cheios e os vazamentos são freqüentes nas curvas, que são acentuadas e em declive. O óleo provoca a derrapagem e a perda de controle da direção de muitos automóveis. Gostaria de sugerir à Urbs e às empresas de transporte coletivo, responsáveis pelas linhas que utilizam esta rua como trajeto, que evitem encher os tanques dos ônibus. Evitando vazamentos é menor o risco de acidente.

Alex Doetzer, administrador de empresasCuritiba, PR

Olho vivo

Li, na primeira página do Caderno Brasil desta Gazeta, que 900 crianças indígenas estão sem aulas desde o início do ano (estamos em novembro, gente). Motivo: falta de repasse do governo Lula às 36 escolas indígenas do Amazonas que têm direito às verbas do Fundef/MEC. Enquanto isso, os tecnoburocratas que se encastelaram no MEC resolveram substituir o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que vinha funcionando bem, por um projeto denominado ProvaBrasil "para avaliar o aproveitamento de 200 mil escolas municipais e estaduais". Custo: R$ 57 milhões, só para a empresa que organizará a prova, sem falar nas despesas com a propaganda oficial, sempre generosa. Minha sugestão é que fiquemos com o olho vivo em cima, pois certamente "aí tem".

José Nelson Dutra Fonseca, bancário aposentadoCuritiba, PR

Errata

Diferentemente do que foi divulgado na matéria "Royalties de Itaipu socorrem prefeituras", na Gazeta do Povo de 14 de novembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não recebe royalties de Itaipu, sendo o pagamento, em âmbito federal, destinado apenas ao Ministério do Meio Ambiente, Ministério de Minas e Energia e Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

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