Do noticiário da última sexta-feira: "O inquérito contra (Valdir) Raupp chegou ao STF em julho de 2003. O julgamento em plenário da denúncia apresentada pelo Ministério Público começou em abril de 2007, quando seis ministros concordaram com a abertura da ação penal. Gilmar Mendes pediu vista e só devolveu o caso ontem (2009), após quase dois anos com o processo em suas mãos. Quando finalmente devolveu, foi a vez de (Carlos Alberto) Direito pedir vista". A reportagem é assinada por Carolina Brígido, de "O Globo".

CARREGANDO :)

Como governador de Rondônia, Raupp assinou um convênio com o Banco Mundial (Bird) para o repasse de R$ 21,7 milhões para o Estado. O dinheiro foi usado para saldar dívidas diversas. A reportagem mereceu manchete na primeira página do jornal carioca: "STF agora solta réus de casos de estupro, roubo e estelionato. Decisão mantém condenados em liberdade até que o último recurso seja julgado".

São numerosos (e escabrosos) os réus condenados em diversas instâncias e que esperam em liberdade a decisão do Supremo. Há processos em que, apesar das evidências, os acusados não confessam o crime, o que minimamente pode dar origem a uma dúvida que sempre beneficia o réu. Seria o caso do casal Nardoni, que estão presos mas poderão ser libertados até que os recursos apresentados sejam julgados em instância superior.

Publicidade

Mas há exemplos em que há réus confessos, como o do jornalista que matou pelas costas a namorada que lhe deu o fora. Foi condenado a muitos anos, mas continua em liberdade, esperando atingir a idade em que a pena poderá ser prescrita ou reduzida a quase nada. Os habeas corpus sucessivos concedidos pelo atual presidente do STF também estarreceram a sociedade.