i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Carlos Heitor Cony

O Natal e o abacaxi

  • Por
  • 17/12/2006 21:12

Daí se conclui que o cheiro é importante não apenas para Napoleão mas para todos nós que somos marcados por determinados cheiros, pessoas e coisas que nos aconteceram.

Antigamente, o carnaval tinha cheiro de lança-perfume, hoje tem de suor e cerveja. Cheiro bom mesmo é o do Natal, que, além de uma trilha musical ("Jingle Bells" e "Noite Feliz"), tem diversos cheiros que se entranharam dentro da gente. Cheiro de rabanada e de figos secos, mas, sobretudo, cheiro de abacaxi maduro.

Não entendo muito de fruticultura, mas, embora dando o ano todo, é nas proximidades do Natal que o abacaxi penetra em sua melhor fase. Aqui no Rio, é vendido aos montes em caminhões, barraquinhas e carrinhos como os da pipoca. É o rei das frutas, superando a sua dificuldade em ser descascado e "pela própria natura coroado", segundo o verso, se não me engano, de Santa Rita Durão. É majestoso no centro de uma bandeja cheia de outras frutas. Sobressai pelo tamanho e pelo cheiro. Se colocamos em sua carne uma fita vermelha, é um símbolo natalino que podemos literalmente desfrutar.

Para mim, o abacaxi é também um cheiro de infância e de família. Houve um ano, numas férias em Paquetá, que o pai comprou uma cesta enorme cheia de abacaxis. Não eram grandes, mas doces e perfumados. Não precisavam ser cortados em fatias, e cada um de nós pegava o seu abacaxi e o devorava inteiro, apressadamente, para ter direito a outro.

E, num Natal que passei preso, no Batalhão de Guardas, tive meu momento de festa quando na hora do rancho, com a comida execrável, uma pequena rodela de abacaxi me deu o gosto da infância e do Natal.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.