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Recente pesquisa divulgada na semana que acaba revelou que grande parcela do eleitorado nacional é contra o voto obrigatório. Não se trata, ainda, de maioria, mas de simples tendência que está indicando a conveniência de uma discussão formal sobre o assunto.

Uma sociedade é livre na medida em que são mínimas as exigências obrigatórias: os códigos civil, penal, de trânsito e outros de igual necessidade são suficientes para manter direitos e deveres das comunidades e dos cidadãos.

O voto obrigatório é a causa principal que cria os currais eleitorais, os votos de cabresto. Por um motivo qualquer, o cidadão não tem interesse na vida pública, por falta de educação ou por excesso dela. Obrigado a votar, para não sofrer sanções que não chegam a ser punitivas mas apenas incômodas, cumprem o chamado dever cívico com má vontade, votando em qualquer um, ou em candidatos extravagantes que nem chegam a ser candidatos, como no caso do bode Cheiroso.

Grandes massas de eleitores, sobretudo nas cidades pequenas, são facilmente manobradas por coronéis e donos de redutos que formam os grotões – tradicional fonte de votos para políticos fisiológicos que tentam a vida pública para a realização de uma carreira pessoal problemática.

Até mesmo no caso da eleição para presidente da República, quando o eleitorado recebe maiores esclarecimentos e está em jogo uma esperança, os indecisos e nauseados são cada vez em maior número, criando a realidade da "boca-de-urna", o voto de última hora, apenas para cumprir o dispositivo do voto obrigatório.

Nem vale a pena citar os países de tradição democrática em que votar ou não votar é um direito do cidadão livre. Sob regimes ditatoriais, a presença dos eleitores nas urnas chega a 99%.

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Língua solta

As frases da semana

"Algumas questões, se fossem em outra época, levariam horas para discussão. Mas agora a maioria tem pressa para seguir com seus trabalhos fora do plenário."

Paulo Salamuni, vereador do PV, justificando as "sessões-relâmpago" na Câmara Municipal de Curitiba durante o período eleitoral.

"Por enquanto, ainda não temos nenhuma explicação científica sobre a efetividade dessa trajetória."

Russell Mark, coordenador de biomecânica da Federação Norte-Americana de Natação, sobre o desempenho de Michael Phelps, que já conquistou sete medalhas de ouro em Pequim.

"Corremos o risco de um constrangimento em escala global, porque os aeroportos podem provocar o fiasco da Copa do Mundo de 2014."

Raimundo Carreiro, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e relator das auditorias feitas pelo órgão para avaliar as condições de nove aeroportos do país.

"Vimos que crescimento do mercado não era uma bolha. O crescimento é consistente e sustentável."

Bernardo Fedalto, gerente da linha de Caminhões da Volvo, sobre a decisão da empresa de ampliar a linha de produção e contratar mais 200 funcionários na fábrica da Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

"Eles estudam Direito, mas não parecem conhecer muito bem as leis."

De um investigador de polícia que preferiu não se identificar, sobre a prisão de 23 estudantes de Direito que não pagaram a conta de R$ 1.170,29 em um restaurante de Curitiba, no conhecido "Dia da Pendura" – 11 de agosto.

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