i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Editorial

As gigantes da globalização

  • Por
  • 16/08/2006 18:32

Confirmando a influência da globalização, o Brasil entrou na onda das fusões empresariais gigantescas, com a proposta de criação de uma superempresa de produção de alimentos, a partir da fusão das duas principais indústrias nacionais do setor. Pouco antes outra consolidação empresarial, entre as empresas Arcelor e Mittal, resultou na maior siderúrgica do mundo, com reflexo aqui através das usinas de fabricação de aço que o novo complexo opera no país. Na ordem do dia ainda, a aproximação entre a GM e outras montadoras poderá gerar nova aliança gigantesca no mundo dos negócios.

Tais uniões empresariais, fruto da globalização que se acelerou neste começo de século, levam ao surgimento de megaempresas com operações em vários continentes, empregando centenas de milhares de funcionários e exibindo faturamento de bilhões de dólares – superior ao PIB de países de tamanho médio. A principal justificativa, aquisição de escala para a disputa de mercados externos, muitas vezes deixa de lado a defesa da concorrência, despertando indagações sobre o limite desse processo de expansão dos negócios e a capacidade de seu controle por parte dos governos nacionais.

O caso das indústrias de alimentos não prosperou, mas uma fusão desse porte vai acontecer, mais cedo ou mais tarde, como ocorreu em outros países. As implicações vão desde o controle de um negócio com mais de 50 fábricas distribuídas por vários estados brasileiros – inclusive no Paraná – até o exame pelo órgão regulador de concorrência, o Cade. Atento a essa nova escala, o governo pode exigir modificações no contrato, como fez ao aceitar a fusão de duas fabricantes de artigos de higiene ou entre as duas maiores cervejarias do país resultou num quase monopólio de oferta.

A nova onda de junção de empresas de escala já tinha sido marcada pela compra da siderúrgica européia Arcelor pela firma indiana Mittal, criando um complexo de escala mundial com capacidade para produzir 100 milhões de toneladas de aço por ano. No Brasil a nova gigante vai operar usinas metalúrgicas antes pertencentes à Siderúrgica Belgo-Mineira, com instalações ainda no Espírito Santo e Santa Catarina. Como envolve interesses de acionistas minoritários o negócio está sob apreciação do órgão regulador do mercado de títulos, que poderá impor restrições ao seu registro.

Na área automotiva a projetada associação entre a GM e a Renault/Nissan, ou outra firma do ramo, interessa de perto aos paranaenses: o grupo franco-nipônico possui duas fábricas em São José dos Pinhais, onde são produzidos diversos modelos de automóveis e utilitários. A negociação pode solucionar déficits verificados entre as montadoras de veículos, por força de mudanças tecnológicas, alta de combustíveis e outras questões.

Mas, ao lado de fusões de multinacionais, o Brasil também registra o sucesso de grupos nacionais que se fortaleceram para competir lá fora; repetindo o passo das multinacionais de países desenvolvidos, ao se expandirem em busca de oportunidades.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.