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No domingo passado, cerca de 300 estudantes comemoraram a tão sonhada vaga em uma universidade pública brasileira. Mas a alegria durou apenas meia hora, tempo que o Ministério da Educação levou para corrigir a relação de candidatos classificados na lista de espera do Sistema Unificado de Seleção (Sisu), que distribui vagas em universidades públicas utilizando a nota do Enem. Alguns nomes tiveram de sair da lista porque determinadas instituições foram obrigadas a incluir por ordem judicial matrículas que não haviam sido feitas inicialmente. Essa é apenas uma das consequências da falta de organização do MEC nesse primeiro ano em que o Sisu foi adotado. A maior parte das instituições públicas de ensino superior iniciou suas aulas há mais de duas semanas e, até agora, muitas vagas não foram preenchidas. Aqui no Paraná, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) tinha até domingo 807 vagas remanescentes, mas, segundo o pró-reitor de graduação da instituição, até terça-feira, nem metade delas havia sido preenchida. Os alunos que ainda serão matriculados vão sofrer com a perda de um mês de aula, o que prejudica o aprendizado, principalmente em início de curso. Se o MEC tem a intenção de que mais universidades optem pelo Sisu, precisa resolver tais falhas para que os estudantes não sejam prejudicados, mas sim beneficiados pelo processo unificado.

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