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Com a posse do novo governador do estado e da presidente da República, a população paranaense está à espera do cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral. Elas não foram poucas, e muito grande é a expectativa dos cidadãos de que sejam tomadas ações que colaborem para o desenvolvimento do nosso estado.

A Gazeta do Povo fez um levantamento, conversando com especialistas das áreas de saúde, educação, transportes e segurança, e elaborou uma lista de algumas ações que seriam prioritárias para a gestão que se inicia. A lista não é pequena e prevê algumas obras: ampliação de aeroportos, duplicação de rodovias, construção de penitenciárias e cadeias públicas, hospitais de referência no interior e com UTI, escolas, centro de capacitação de professores, dentre outros.

É lógico que o desenvolvimento de um estado não se dá apenas por meio de obras. A ideia de que um bom governante é aquele que transforma a área administrada em um canteiro de obras é atrasada e, por vezes, até demagógica. Pois construir novos equipamentos sem ter políticas públicas para eles, sem ter recursos para o custeio ou um projeto bem elaborado para que se cumpram metas é administrar de forma ineficiente. Um exemplo disso é o setor de transportes: de que adianta termos estradas duplicadas, em bom estado, se o valor das tarifas de pedágio torna o serviço caro? Outro é a área de saúde: na gestão do governo do estado que acaba de terminar, vários hospitais foram construídos, mas não há dinheiro para que eles funcionem, transformando-se em obras ociosas.

Não se admite um estado como o nosso, que tanto contribui para o desenvolvimento do país, ter atrasos inexplicáveis em algumas áreas, como não ter a duplicação de trechos rodoviários muito usados. Boa parte das estradas que cortam nosso estado é de pista única, causando perigo de acidentes e lentidão no trajeto.

A ampliação do Aeroporto Afonso Pena, com a construção da terceira pista, além da construção de outro aeroporto na região Oeste do estado, são algumas demandas urgentes. Parte da lista de obras prioritárias, apontada por especialistas, faz parte dos planos de governo, tanto de Beto Richa quanto de Dilma Rousseff. Também não são problemas novos, e sim aquelas velhas reivindicações que há tempos preocupam os paranaenses. Mas apenas a inclusão no plano não é garantia de que os pontos serão cumpridos. O próprio governo de transição no estado admite que "não é possível, neste momento, estabelecer calendários de obras, sem antes conhecer em detalhes a real situação do estado". E para isso será preciso a mobilização e cobrança da população.

Quando começa o programa eleitoral na televisão, os eleitores recebem mensagens dos políticos, com imagens dos candidatos na beira da estrada, ou na frente de hospitais, mostrando-se indignados. Dizem que a situação não pode continuar como está e que ele irá mudar esse quadro. É lógico que, ao tomar posse, precisa trabalhar com a dura realidade de um orçamento apertado. Mas é do governo a responsabilidade de eleger prioridades. O que será feito e quando.

Caberá à população paranaense exigir a realização de algumas promessas importantes, essenciais para o desenvolvimento do estado. A mobilização, através de entidades da sociedade civil, é o motor capaz de modificar os rumos de um governo. E é a forma legítima de cobrança. Afinal, os paranaenses elegeram Beto Richa e o Brasil, Dilma Rousseff. Foi o voto de confiança na esperança de que o retorno seria dado, através de políticas públicas que melhorem a vida de todos os paranaenses.

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