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Editorial

O papel do Brasil para a conclusão do acordo Mercosul-UE

    • Gazeta do Povo
    • 28/12/2020 21:59
    Imagem ilustrativa.
    Imagem ilustrativa.| Foto: Pietro Naj-Oleari/Parlamento Europeu

    O governo Bolsonaro pôde alegar em 2019 que uma de suas principais conquistas foi o acordo econômico entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. Entretanto, passado um ano, o acordo continua parado na fase de revisão jurídica e ratificação pelo Congresso de cada país.

    As queimadas na Amazônia e os indícios de que o desmatamento na região aumentaram nos últimos anos fizeram com que Bolsonaro enfrentasse severas críticas por sua agenda ambiental. Tanto é que em setembro deste ano o presidente brasileiro gastou boa parte do seu tempo em seu discurso na ONU para se defender das acusações de que o país não estava respondendo adequadamente às questões ambientais.

    No começo de dezembro, o embaixador da UE no Brasil, Ignacio Ybáñez, afirmou que os diversos parlamentos dos países envolvidos só aprovarão o acordo quando o país apresentar dados concretos da redução do desmatamento.

    Em números, o que Ybáñez quer dizer é que o Brasil precisa comprovar que os índices de desmatamento regrediram às tendências observadas antes de 2018. Atualmente, os dados levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apontam para um aumento de 9,5% em um ano, ou 11.088 km², contra 10.129 km² do ano anterior. Uma tendência de alta que acendeu o alerta da comunidade europeia.

    Em contrapartida, o governo brasileiro começa a mostrar os dados da Força-Tarefa em Defesa da Amazônia, criada em setembro de 2019 como resposta ao aumento do desmatamento. Desde o ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou 114 ações civis públicas e cobrou mais de R$ 2,6 bilhões de infratores ambientais. Os processos são movidos contra cerca de 230 acusados pela devastação de 135 mil hectares da Amazônia Legal. As ações foram responsáveis pelo bloqueio de bens e valores de mais de R$ 776 milhões de grandes desmatadores.

    Além disso, não se pode esquecer que o acordo é bastante complexo e envolve, no total, 31 países. Entre esses países, a França tem pelo menos um motivo bastante sério para não querer levar o acordo adiante: os agricultores de seu país temem que não terão condições de concorrer com os custos mais baixos da América do Sul no setor.

    O Brasil precisa, portanto, demonstrar que está efetivamente contendo o desmatamento. E apresentar isso com uma linguagem que leve em conta os fatores que estão em jogo, evitando rusgas completamente desnecessárias como as que Bolsonaro teve com o presidente francês Emmanuel Macron no ano passado.

    Se o governo brasileiro agir tendo em mente que esta é uma oportunidade única de acordo entre povos, cujo benefício se estenderá para muito além de quem está no comando atualmente, há plenas condições de que esse acordo intercontinental seja concluído ainda em 2021.

    Ybáñez indica que há interesse para selar definitivamente o acordo, mas que é preciso “recriar as condições de confiança”.

    Nessa esteira, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo disse em meados de dezembro, em encontro com os ministros de Relações Exteriores do Mercosul que “fechar de uma vez por todas” o texto do acordo com a UE é uma prioridade para 2021. E afirmou que o Brasil vai cumprir com os compromissos assumidos no Acordo de Paris, que prevê a redução da emissão de gases do efeito estufa.

    Outro fator que pode beneficiar as partes é que, na semana passada, finalmente foi firmado um acordo para a saída do Reino Unido da UE, mostrando, entre outras coisas, que há caminhos para superar as dificuldades políticas, desde que haja sinergia das partes envolvidas e vontade de negociação.

    A diminuição da turbulência interna gerada pelo Brexit pode ser a oportunidade que os países do Mercosul estavam precisando para que o acordo com a União Europeia seja celebrado efetivamente no próximo ano. Afinal, um novo acordo econômico que dê condições para maiores investimentos estrangeiros na América Latina e impulsione a nossa combalida economia pós-pandemia será um alento para o Brasil após um ano tão conturbado.

    14 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
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    Comentários [ 14 ]

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    • L

      Luis Augusto

      ± 0 minutos

      Os pontos apresentados são reais e apresenta alguns dos vários motivos alegados pelos países europeus como justificativa de ainda não termos o acordo assinado, porém a forma como foi escrito induz o leitor a acreditar que é mais por causa das "queimadas" que o mesmo ainda não foi estabelecido.

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      • M

        MARCELO GONÇALVES VILLELA

        ± 21 horas

        O editorial da Gazeta parece dar crédito à falsa argumentação francesa de que o Brasil não cuida da floresta Amazônica. Lamentável

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        4 Respostas
        • L

          Luis Augusto

          ± 12 minutos

          Procure se informar sobre o que são as "queimadas" da Amazônia e o porquê existem milhares de ONGs "boazinhas" na Amazônia e não existe NENHUMA no sertão nordestino, talvez você "veja" alguma coisa estranha nessa narrativa

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        • L

          Luis Augusto

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          Luis Augusto

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        • S

          Sartan

          ± 21 horas

          Não! eles só falam a verdade, aquela que bozoloides não querem ouvir, e ficam tentando pautar a gazeta a força

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      • D

        DENISSON HONORIO DA SILVA

        ± 21 horas

        Não seria uma forma de colonialismo disfarçado? Quais eram as alegações quando as potências européias resolveram assumir a África no século XIX e XX? Todas elas eram certamente hipócritas. O que talvez impacta mais nosso país, é aquela ideologia maldita a serviço do mal porque do outro lado há um presidente que não comunga do seu credo. Também é digno de nota, que a desistência da Inglaterra retira máscara de liberal da UE. A imigração sem freios seria altamente perniciosa para a ilha. As inconsistências econômicas dos outros países também recairiam sobre o país sem a força da França e Alemanha. Somos gratos ao legado da civilização ocidental da Europa, mas agora o destino é nosso.

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        • S

          Sartan

          ± 21 horas

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        • S

          Sartan

          ± 21 horas

          Ideologia a serviço do mal é aquela que não segue seu lado fanático e febril

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      • S

        Sabrina Tomaz Moreira Lima

        ± 24 horas

        Acho engraçado que os países europeus destruíram suas florestas e agora cobram política ambiental do Brasil.

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        • L

          Luis Augusto

          ± 8 minutos

          E segundo o seu comentário Sartan, devemos seguir o exemplos dos europeus que não possuem nem 10% das florestas naturais preservadas? Ou seja, é o mesmo que seguir o exemplo de um ladrão para ser "honesto"? É isso?

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        • S

          Sartan

          ± 20 horas

          Então conforme seu comentário , se eles destruiriam as florestas dele porque não podemos destruir as nossas, deixa o bozo destruir a vontade

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        • S

          Sartan

          ± 20 horas

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        • W

          Wagner Albuquerque

          ± 23 horas

          Sabri tudo é questão de dinheiro, você acha coincidência a Europa não ter mais floresta e hoje em dia ficam dando uma de fiscal do meio ambiente fazendo com que os outros países fiquem amarrados? É muita hipocrisia desses países...

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