O avanço do uso de crack principalmente nos grandes centros urbanos é um desafio não apenas do momento. As consequências do consumo da droga são avassaladoras. Para auxiliar no tratamento de usuários, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta semana a instalação de três centros de atendimento, com 60 vagas, 40 delas para crianças e adolescentes e 20 para mulheres adultas. Cada paciente custará, por mês, cerca de R$ 2,5 mil para prefeitura. É intenção preparar também educadores sociais, guardas municipais e iniciar campanhas publicitárias. E o quadro, não bastasse a tragédia que já se apresenta, é apenas um retrato parcial. Segundo a Secretaria de Assistência Social, 80% das pessoas acolhidas na rede fazem uso do crack. Acrescente-se a isso que o tratamento é difícil e a recuperação depende do usuário. O desembargador Siro Darlan, defensor dos direitos de crianças e adolescentes, presente ao anúncio da prefeitura do Rio, elogiou a criação das primeiras unidades para combater a dependência de drogas, principalmente em crianças em situação de rua, mas ressaltou que as vagas são "uma gota dágua" diante do "oceano de pessoas vitimizadas pelas drogas". O ideal seria investir de modo intensivo na educação e criar alternativas para os jovens, como frisou. Estamos combatendo apenas o efeito, e, mesmo assim, com atraso.
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