Ao abrir o encontro nacional de exportadores, o presidente Lula destacou as taxas de expansão das nossas vendas para o exterior, assinalando que esses resultados refletem um período positivo do país, com inflação em baixa, crescimento assegurado e otimismo dos agentes produtivos. Tais fatores são reais, porém poderíamos aproveitar mais as oportunidades de desenvolvimento, elevando a geração de empregos e de inclusão social, para melhorar o ambiente de negócios e conjugar a competitividade obtida com os interesses gerais da sociedade.
Nos últimos anos diversos avanços foram obtidos, entre eles o controle da inflação, a lei de responsabilidade fiscal e medidas de caráter microeconômico, como a nova lei de falências e a desoneração tributária para setores específicos com a "MP do Bem". Não obstante, questões pontuais travam a marcha do Brasil para o estágio desenvolvido: histórico de instabilidade econômica, governabilidade pontilhada por descontinuidades e cipoal burocrático.
Com isso, enquanto a província chinesa de Zhejian (parceira do estado do Paraná) cresce de forma sustentada a 13,1% ao ano, nosso país não passará de 3,1% em 2005. Por isso o desafio imediato é tornar a sociedade mais funcional, para que uma expansão mais ampla permita reverter estatísticas do desemprego, expressa nas multidões de jovens parados nas calçadas das cidades, à espera de uma oportunidade que não chega. Peter Drucker, o pensador recentemente falecido, ensinava que as pessoas em qualquer dimensão, da fábrica ao país devem ser vistas como o recurso mais valioso da sociedade, em vez do passivo social que os desempregados crônicos apresentam.
Poder-se-á objetar que a redução do PIB, inicialmente projetada para um crescimento de mais de 4%, foi afetada pela retração do agronegócio, da produção industrial, das exportações e, agora, pelo componente de incertezas políticas das disputas internas dentro do governo. O fato é que além dos problemas naturais que prejudicaram a produção agrícola e pecuária, o desnivelamento do câmbio arrefeceu o crescimento das exportações. Mas a principal componente foi a falta de maiores investimentos na economia, tanto em obras do setor público como em capital de risco.
Essa redução na taxa de expansão econômica está bloqueando inclusive, a melhora da nota de risco do país pelas agências classificadoras. Para o responsável pela área de risco soberano de uma das principais formuladoras de "rating" internacional, o país precisa crescer mais de 5% ao ano para elevar sua nota para "grau de investimento". Além de reformas incrementais isto é, pequenas, mas continuadas para reforçar o ambiente de negócios, a modernização deve observar padrões do "novo consenso social". Com isso poderemos obter que os efeitos do crescimento beneficiem o maior número de membros da sociedade ampliando os empregos tão necessários para que os trabalhadores consigam manter suas famílias com dignidade.
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