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Greve dos professores 1

  • 15/05/2015 03:00

A reação desproporcional do contingente destacado pela Polícia Militar, no Centro Cívico, em 29 de abril, contra manifestantes e professores que tentavam ocupar a Assembleia Legislativa do Paraná gerou uma comoção popular, até certo ponto, justificada. Ocorreu devido aos ferimentos inaceitáveis sofridos por cidadãos desarmados. Eles tinham o direito constitucional de, em número limitado, entrar nas galerias; afinal, ali é a “Casa do Povo”. Mas já estamos no mês de maio e cerca de um milhão de alunos está há mais de 40 dias sem frequentar as escolas paranaenses. Greve é um direito de todos, mas deve ser o último recurso – não o primeiro. Os mestres que me desculpem, mas as novas gerações não podem pagar pelas ações do governador.

Sandro Ferreira, Ponta Grossa – PR

Greve dos professores 2

Os professores ficaram feridos fisicamente e psicologicamente por tudo o que ocorreu no Centro Cívico no dia 29 de abril. O governador Beto Richa talvez tenha ficado ferido politicamente. Há que se afirmar que a administração estadual está tomando o dinheiro da poupança dos servidores do estado. Vai usar os recursos da previdência para pagar quem nunca contribuiu com ela. A melhor saída para o governo é revogar essa lei e atender os professores em seus pedidos feitos durante a greve, a qual me parece justa.

Flavio da Silva Pereira

Greve dos professores 3

É lamentável a atitude dos professores da rede pública do Paraná. O lugar deles é em sala de aula.

Johnny LaRoche

Greve dos professores 4

Ninguém gosta de estar em greve. Os professores terão que repor estes dias parados, mas, infelizmente, a paralisação é a última alternativa para conseguir assegurar os direitos dos servidores do Paraná. A luta é por condições dignas – mínimas – de trabalho. O único culpado nessa história é o governador Beto Richa.

Osmar Boeno de Oliveira

Paranaprevidência 1

Qualquer modelo de previdência gerido pelo estado — ainda mais quando se trata de um fundo de funcionários públicos – não tem sustentabilidade a longo prazo. No caso específico do Paraná, um professor se aposenta com 25 (mulheres) ou 30 anos (homens) de serviço. Se o servidor(a) começou a trabalhar aos 25 anos, vai se aposentar com 50 ou 55 anos. Como a expectativa de vida está beirando os 80 anos no Brasil, um professor – que contribui com 10% do salário –, ficará aproximadamente 30 anos recebendo 100% do salário.

Josinei Kosmoski

Paranaprevidência 2

A nova lei da previdência – aprovada pela Assembleia Legislativa a pedido de Beto Richa – é perigosa e ariscada. Se continuar em vigor, em menos de 10 anos não haverá dinheiro para pagar aposentadorias e pensões no estado. De acordo com os procuradores do Ministério Público de Contas do Paraná, o projeto é inconstitucional (Gazeta, 10/5), pois não preserva o equilíbrio financeiro da previdência.

Celso Rocha

STF 1

Fico e espero que tenhamos ficado orgulhosos pela união de nossos representantes em torno da indicação do advogado Luiz Edson Fachin para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) (Gazeta, 14/5). Com tais testemunhos, deve se tratar de um homem íntegro e que saberá separar as opiniões pessoais dos limites legais. Mesmo porque não está no STF a solução dos nossos problemas.

Domingos Ribeiro

STF 2

Nada tenho contra a indicação do professor e doutor Luiz Edson Fachin para a vaga no STF. Ele tem méritos para ascender ao referido cargo. Mas a “mobilização” mostra a face mais provinciana da política paranaense. Se os tais “representantes” se unissem para coisas mais importantes do que apoiar um gaúcho radicado no Paraná, teríamos um estado mais forte e que daria as cartas no cenário nacional. E então o Paraná não ficaria relegado ao segundo plano. Que cada eleitor cobre isso nas eleições já do próximo ano.

Marco Aurelio Fernandes
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