O coordenador da Promotoria de Meio Ambiente Saint-Clair Honorato Santos (Gazeta, 4/3) sugere que se faça uma lei municipal prevendo multa para o cidadão que não recicla o lixo. Também considera a coisa mais fácil do mundo reconhecer a "fraude" durante a coleta, o que eu, particularmente, acho impossível. É só observar a velocidade com a qual é feita a coleta. Também sugere que os aterros sejam administrados pelas cooperativas dos catadores, o que acho um absurdo, pois elas não têm preparo para isto. Se fazer leis resolvesse tudo, o Brasil seria um paraíso. Há várias formas de aperfeiçoar o sistema que já existe. Sugiro duas ações: padronizar os recipientes da coleta delimitando o volume por residência ou empresa e premiar quem recicla corretamente com o que seria, por exemplo, um selo verde.

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Herbert Richert, engenheiro mecânico, por e-mail

Separação de lixo 2

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Desde que me mudei para Curitiba uma coisa me chamou a atenção. A quantidade de catadores de lixo em pequenos carrinhos que circulam pela cidade. Dado que vivo na cidade há mais de cinco anos e vejo que cada vez mais a população de carrinheiros cresce, me pergunto porque a prefeitura não promove esta profissão por meio de uma padronização dos carrinhos. Uma cidade que se considera modelo no Brasil não deveria ter nas suas ruas carrinhos sujos, destruídos e carregando uma família inteira, como ocorre muitas vezes. Por que a prefeitura não dá apoio para que exista uma padronização desses carrinhos para que no futuro possam, quem sabe, até carregar propaganda. Isso poderia elevar a auto-estima das famílias e ajudar a aumentar a renda, além de inseri-los na sociedade e dar dignidade ao seu trabalho

Sergio Schoppa, por e-mail

Mínimo estadual

Mais uma vez o governo estadual prova que não entende absolutamente nada do mundo real. Não sabe o que é ter um orçamento apertado, impostos para pagar e nenhuma contrapartida do Estado. Dizer que este reajuste no salário mínimo vai combater os efeitos da crise (Gazeta, 4/3) é um atestado de ignorância, no momento em que empresas e pessoas estão reduzindo custos, deixando de gastar. Uma medida realmente contra a crise seria incentivar os empregadores a abrir novas vagas e eliminar a informalidade, mas com um mínimo alto desse jeito e sofrendo reajustes de 15% ao ano, somado a todos os encargos que se paga, percebe-se que é só mais uma medida populista que, na prática, fará empregadores pensarem dez vezes antes de registrar um funcionário.

Alex Furquim, por e-mail

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Serviços funerários 1

Com relação à reportagem "Caos persiste nos IMLs do Paraná" (Gazeta, 3/3), a declaração do interventor de que as nomeações saíram em breve não procede. O concurso realizado em junho de 2007 até hoje não teve resultado prático. Está parado na mão do governador. O curso de formação não foi autorizado, como ocorre com os 80 peritos a serem contratados pela Policia Científica. A nomeação, inclusive, já foi solicitada, mas barrada pelo governador. Infelizmente é a sociedade que paga novamente pela falta de vontade política.

Thaísa A. Kienen, por e-mail

Serviços funerários 2

É um verdadeiro absurdo o agenciamento dos serviços funerários (Gazeta, 3/3). Na qualidade de candidato aprovado para perito criminal no concurso de 2007, sinto-me com as mãos atadas ao não poder fazer nada para ajudar.

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Ciro Pimenta, por e-mail

Ceticismo x teísmo

O arcebispo Gianfranco Ravasi ao fazer uma declaração sobre Darwin publicada no dia 12/2 pela Gazeta admitiu: "Apesar de o homem compartilhar 97% de seus genes com os macacos, os 3% restantes é o que distingue a raça humana como única, inclusive com a existência da fé" Nós diríamos que 100% da raça humana em seus genes compartilham com os macacos através dos sentidos e no que se refere à inteligência humana. Ela é única na percepção intuitiva e na fé. Darwin reduziu a inteligência humana à simples análise dos sentidos com suas macaquices. A inteligência transcende os nossos sentidos. É o princípio imanente, Deus. Citanto Einstein: "Sem a convicção de uma harmonia íntima do universo não poderia haver ciência".

Celso de Macedo, por e-mail

Chávez

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Concordo plenamente com o que foi escrito pelo leitor Hermann Guimarães (Gazeta, 28/2). É inadmissível alguém permanecer no cargo por tanto tempo, seja presidente da Câmara de Vereadores, do Senado ou da República. Como nem sempre o mais votado em qualquer eleição é o mais competente, penso que o ideal seria reunir uma lista dos três que receberam mais votos e submete-los à preferência dos colegas. Desta forma, em cada período do mandato teríamos um novo líder.

Orlando Ferrarini, corretor imobiliário, por e-mail

Clubes em baixa 1

A respeito da matéria "Em baixa, clubes tentam sobreviver" (Gazeta, 28/2), é oportuno que os clubes em situação estável estejam alertas. De fato, com a multiplicação de opções de lazer, prática de esportes e de convívio social, caso não haja criatividade e profissionalismo até mesmo as sociedades mais tradicionais de Curitiba poderão ser surpreendidas. Ainda mais, como consequência da crise financeira atual. É necessário, portanto, que os clubes selecionem com muito critério os eventos para seus associados, mantenham as instalações em perfeita ordem, terceirizem a maioria dos serviços e, principalmente, implantem uma estrutura administrativa profissional. Já se foi o tempo em que a boa vontade dos associados que se dispunha a colaborar com o clube era suficiente. Igualmente, não é hora de novos investimentos em patrimônio ou em obras de grande porte. Cortar despesas e administrar com planejamento é essencial. Tradição não paga conta.

Alvaro José Junqueira Nunes, Curitiba – PR

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Clubes em baixa 2

A respeito das dificuldades dos clubes, penso que a crise de fato agrava sua situação. Por outro lado, na ponta do lápis, os passeios ao clube são umas das mais econômicas opções de lazer para as famílias, especialmente as que têm crianças. Num tempo que tantos vivem em apartamentos de dimensões reduzidas, o clube de campo representa a liberdade para que a infância seja cultivada de forma mais natural. Nem só de tevê, games e computadores podem viver nossos pequenos.

Siumara Milani Pereira, por e-mail

Oriente Médio

A diplomacia brasileira, antes de se meter em questões internacionais, deveria primeiro fazer um curso e um laboratório de como apaziguar as diversas facções de traficantes e bandidos que se confrontam diariamente nas grandes cidades brasileiras. É fácil condenar falhas dos vizinhos. Quero ver resolver primeiro o problema de casa.

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Elias Gabriel S. Bileski, por e-mail

Cães

A Câmara de Vereadores de Curitiba deveria acatar a sugestão do ex-vereador Roberto Sandoval e seguir o exemplo de outras cidades civilizadas, como Campinas (SP), proibindo a raça pitbull no perímetro urbano. Conforme comentou uma leitora neste espaço, denunciando a situação do Parque Barigui, Curitiba está se tornando um grande "cãodomínio". Os donos de cães não estão nem aí para a legislação: não recolhem as fezes dos seus animais e tampouco colocam focinheira nos de grande porte. Nos bairros nobres, como Batel, Seminário e Água Verde, muitos passeiam com animais sem focicnheira descaradamente, muitas vezes na cara da Polícia Militar e da Guarda Municipal, que não reprimem a falta de postura e de civilidade. Latidos de cachorros destratados por seus donos impedem o sono, o lazer, o repouso e o trabalho de milhares de cidadãos por madrugadas inteiras. Em Nova Iorque, se um cachorro latir por mais de cinco minutos o dono é multado pesadamente.

Valéria Prochmann, por e-mail

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