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A disputa pela cadeira no Tribunal de Contas do Paraná expõe o quão longe de uma verdadeira república vivemos. Fica bastante claro que mais importante que a capacidade técnica e humanística dos dois atuais candidatos ao posto, da qual não duvidamos, é o pedigree familiar o que mais conta. Embora a vaga esteja simbolicamente aberta a qualquer cidadão idôneo, os critérios reais vão bem mais longe, mais exatamente até os tempos das capitanias hereditárias, onde o que mais valia era a força do poder, dos favores e dos conluios interfamiliares.

Jorge Derviche Filho, engenheiro civil

Tribunal de Contas 2

Considero inconstitucional a forma de abertura de candidatura para qualquer cidadão e sabatina aberta, e depois a escolha ocorre por meio de sessão secreta. Esse critério viola o princípio estruturante da Constituição – o princípio da igualdade – e, pior, permite que a escolha privilegie os deputados em detrimento dos interesses da população do Paraná, que poderia conceder tal vaga ao melhor candidato.

Vicente Higino Neto

Internamento involuntário

Quem sofre com esse diálogo de surdos que se estabeleceu entre a oficialidade da saúde e a especialidade médica psiquiátrica, a ponto de o Ministério Público necessitar intervir e cobrar a internação involuntária de usuários de drogas (Gazeta, 4/6)? Como sempre, é o usuário, o paciente. Na reportagem fica evidente que a sociedade tem um discurso enquanto os donos do poder continuam com outro – velho, desgastado e desatualizado.

Elio Mauer

Blitze 1

Em vez de o Batalhão de Trânsito reclamar de quem identifica os locais de blitze (Gazeta, 4/6), deveria mudar sua abordagem, não somente para reduzir o número de motoristas embriagados, como também o de crimes em geral. Para isso, a polícia teria de reformular sua estrutura para que qualquer policial pudesse atuar em qualquer área, como ocorre em países da Europa e nos EUA.

Otávio Iglesias

Blitze 2

As blitze são necessárias, pois coíbem diversos tipos de crime, mas apenas quando são bem feitas e em locais onde a polícia já conta com levantamento de ocorrências. Infelizmente, boa parte da polícia de trânsito é confundida com a máquina de arrecadação formada por pardais em descidas e guardas atrás de postes e árvores esperando os desavisados.

Dinho Sprenger

Ônibus

Sobre a matéria "Ônibus passa longe de 120 mil curitibanos" (Gazeta, 1/6), será que ninguém mais vai querer ter um mínimo de dificuldade para nada? Andar 250 metros ou até um pouco mais não merece uma matéria de jornal. Com essa mentalidade, daqui a pouco vão querer que os ônibus passem na frente da casa das pessoas para facilitar a vida delas.

Gilberto Procop

Precatórios

Meu marido morreu em 2006 e eu já tenho 83 anos; esperávamos receber um precatório alimentar desde 2001, mas até agora nada. Acho muito errado o que fizeram com o novo sistema de precatórios, deixando as viúvas de fora. Se meu marido estivesse devendo impostos para o governo, a dívida não morreria com ele e garanto que iriam me achar para que eu pagasse.

Therezinha S. Teixeira

Copa do Mundo

Grande papo furado essa história de legado da Copa do Mundo. Todas as melhorias de infraestrutura e prestação de serviços estão sendo bancadas com dinheiro público, que deveria ser aplicado com ou sem Copa. A diferença é que agora os investimentos estão sendo feitos sem planejamento, no atropelo, com prioridades distorcidas e superfaturados pela urgência, tudo para cumprir as metas da Fifa.

Luiz Guilherme Carvalho Guimarães

Maracanã

No jogo do Brasil com a Inglaterra (Gazeta, 3/6), o Maracanã mostrou sua nova cara: um local frio, distante, uma casa que não representa mais o esporte bretão. Com uma torcida que se assemelha a uma claque de programa de auditório, só faltaram os cartazes de orientação sobre o que fazer, uma vergonha! Lembro-me do antigo e saudoso Maracanã; aquele, sim, era um estádio. O público vibrava, cantava, entoava marchinhas. Hoje é um teatro distante, que promete e oferece modernidade, mas sem alma.

Juarez Santos

Avenida Batel

É inadmissível a falta de respeito com o patrimônio público, pois após a reforma da Avenida Batel as calçadas se transformaram em pistas para os skatistas, que não respeitam os pedestres e ainda usam os bancos de madeira para fazer suas manobras, danificando-os, principalmente próximo aos colégios Rio Branco e Marista. É preciso fiscalizar e punir essa falta de respeito e cuidado com o patrimônio público.

Péricles Rech

Saldanha Marinho

Ando pela Rua Saldanha Marinho (Gazeta, 3/6) há vários anos porque meu endereço de trabalho fica na região, mas o que dizer de uma rua tão importante na história de Curitiba, abandonada ao descaso público com jovens drogados perambulando dia e noite em busca de um trocado para pagar mais uma "pedra"? Nos fins de semana a rapaziada toma conta das esquinas com seus "tubões", embriagando-se em suas desventuras solitárias. Revitalização já!

Nei Oliver

Árvores

Sorocaba deu um bom exemplo ao criar uma lei municipal que obriga as concessionárias de veículos a plantar uma árvore a cada carro zero km vendido. Seria uma forma de melhorar o meio ambiente, o ar que respiramos. No caso do Paraná, poderiam plantar araucárias para recuperar o bioma (Gazeta, 4/6). Infelizmente, os bons exemplos não são divulgados e menos ainda seguidos ou imitados.

Reinaldo Gabardo

Metrô

Quando nos deslocamos pela Região Metropolitana de Curitiba constatamos que os acessos às cidades vizinhas estão completamente congestionados. Grandes indústrias e seus respectivos parques industriais se instalaram sem que houvesse uma contrapartida na infraestrutura urbana. Se tivesse sido feito um esforço proporcional ao da Copa do Mundo, a situação estaria bem melhor. Não é só Curitiba que precisa de metrô.

Herbert Richert, engenheiro mecânico

Prostitutas

O Ministério da Saúde lançou campanha nas redes sociais para diminuir estigmas: "Sou feliz sendo prostituta"! Que meigo. Começaram por ensiná-las a falar inglês. Teremos "Parada das Prostitutas" na Avenida Paulista também? Quem sabe aprovação de uma "PEC das Prostitutas"? Já não basta todas as mulheres brasileiras serem confundidas diariamente por turistas que vêm ao país para fazer turismo sexual, e agora querem tornar oficial?

Beatriz Campos

Pedágio 1

Grande matéria sobre a ameaça de suspensão da concessão das BRs 376 e 101 (Gazeta, 1/6). Aconselho fazer reportagem semelhante com as operadoras da BR-277. É a principal rodovia do estado e também possui uma tarifa altíssima. Conforme a própria ferramenta disponível no site da Gazeta do Povo, custa R$ 92 para cruzar o estado, partindo de Foz do Iguaçu até Paranaguá, sendo a maioria do trajeto sem pista duplicada.

Robson Hermes

Pedágio 2

Assim como muitos usuários que fazem com frequência o trecho entre Curitiba e Santa Catarina, manifesto meu total descontentamento com a gestão das obras na BR-101 e BR-376, que não estão recebendo a devida prioridade. Estamos falando de um dos mais importantes corredores de tráfego do Brasil, e é inadmissível que os motoristas levem nove horas para fazer o trajeto.

Alessandro Pazello Skripnik

Pedágio 3

Quando as rodovias são mantidas pelo governo, via de regra ficam em péssimo estado. Quando entregues à iniciativa privada, a ANTT diz que a equipe de fiscalização não dá conta. A solução, então, é privatizar a fiscalização também? Se quisermos rodovias transitáveis, não devemos rescindir o contrato. Deve haver soluções melhores para os usuários, até porque o valor do pedágio nessas duas rodovias é razoável.

Waldemar Baggio

Pedestres

Para o pedestre curitibano está difícil até caminhar nas calçadas no Centro de Curitiba, principalmente nos fins de semana, devido aos ciclistas mal-educados. Ao atravessar a Marechal Floriano, por pouco não fui abalroado por um casal de ciclistas, que acharam ter direito de se deslocar pela calçada e que os pedestres devem ir pela perigosa via de rolamento da Sete de Setembro. Sugiro que algum político estude um projeto que obrigue ciclistas a usarem placas de identificação em suas bicicletas, para que, diante de um abalroamento, pelo menos possam ser identificados e denunciados.

Mauro Lisboa

Transparência

Obscuridade é o que se vê nas páginas do governo! Quanto ganha um funcionário qualquer? Você nunca vai saber porque a informação é parcial e isso é intencional. Simplesmente informam o valor básico, que não diz nada, e nem chega perto do líquido depositado na conta bancária do agente. Se o Tribunal de Contas publica, por que ele não exige do Executivo a publicação?

Luiz Malinowski, Campo Largo – PR

Reeleição

Nas próximas eleições, é preciso recordar o comportamento de nossos parlamentares. Será mesmo que todos os parlamentares merecem permanecer nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas e no Congresso? Acredito que não, por isso sou favorável ao fim imediato da reeleição. Mas isso não precisa ocorrer de maneira formal, via lei; basta não votarmos mais naqueles políticos que já ocuparam alguma cadeira.

Junior Ruiz Garcia, São José dos Pinhais – PR

Matemática

Excelente o artigo "Aprender a raciocinar", do professor Jacir J. Venturi (Gazeta, 3/6). Infelizmente, no Brasil, a falta de uma cultura de valorização das ciências exatas é parte da falta de valorização do aprendizado. Cada vez mais se exige menos de nossos estudantes.

Nadim Saad Filho

Obras

Existem atualmente algumas obras na BR-101, sentido Paraná-Santa Catarina, entre elas a reconstrução de três pontes, que estão provocando lentidão, formando filas quilométricas, principalmente nos fins de semana. Esperamos que os administradores das obras tenham bom senso e passem a realizar os serviços longe de datas de maior movimento, deixando a pista livre para o tráfego.

João Arruda

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