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Monitores de  UTI encaminhados a hospitais do Paraná durante a pandemia.
Monitores de UTI encaminhados a hospitais do Paraná durante a pandemia.| Foto: Mônica Candéo Iurk/SESA

Desde o início da pandemia, 11,3% dos respiradores de UTI enviados pelo Ministério da Saúde ao Paraná por emendas parlamentares não puderam ser instalados no local para onde foram solicitados por falta de estrutura. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), dos 230 aparelhos requisitados ao governo federal por deputados federais aos municípios, 26 tiveram que ser transferidos para outros hospitais.

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A Sesa afirma ser difícil estimar o custo dessas realocações. Mesmo assim, o governo do estado solicitou ao Congresso Nacional e ao Ministério da Saúde que os equipamentos hospitalares pedidos por emendas parlamentares não sejam mais enviados diretamente aos municípios apontados pelos deputados federais, e sim exclusivamente para a Sesa.

O governo estadual afirma que é a Secretaria de Saúde quem  tem capacidade de dar a melhor destinação aos equipamentos, conforme especificações técnicas. “Esses equipamentos acabam indo algumas vezes para cidades que não têm uma estrutura adequada ou equipes que saibam como utilizá-los. Com isso, o estado acaba tendo gastos logísticos para fazer o remanejamento”, afirma o governo em nota.

No fim de março, o governador Carlos Massa Ratinho Jr (PSD) chegou a pedir diretamente ao presidente do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para que o envio de equipamentos solicitados ao governo federal por parlamentares ficasse totalmente concentrado na Sesa. “A Secretaria de Saúde às vezes não é notificada que o respirador foi enviado a alguma cidade. E é a pasta que tem as informações de quais locais têm condições adequadas para recebê-los”, enfatizou o governador no pedido ao Congresso.

Ao Ministério da Saúde, o pedido foi reforçado no começo de abril, quando o ministro Marcelo Queiroga recebeu em Brasília o governador e o secretário estadual de Saúde, Beto Preto. De acordo com o Ministério da Saúde, somente em 2020 o Fundo Nacional de Saúde (FNS) transferiu R$ 11,6 milhões em emendas parlamentares ao Paraná.

Bancada paranaense

De acordo com o líder paranaense no Congresso, o deputado federal Toninho Wandscheer (Pros), a bancada de parlamentares do estado em Brasília respeita o pedido do governo de só enviar equipamentos diretamente à Secretaria de Saúde. “Há um acordo com o secretário Beto Preto para que só a Sesa distribua esses equipamentos. Senão a situação seria complicada. Tem que ter controle”, enfatiza.

O líder da bancada desconhece, mas não descarta a possibilidade de os deputados atenderem individualmente o pedido de determinados municípios. “Mas se cada deputado direcionar recurso para o seu município, vira uma bagunça”, reforça. Segundo Wandscheer, neste ano a bancada já viabilizou em emendas da pandemia R$ 55 milhões para o estado, R$ 14,7 milhões para os municípios do Paraná e R$ R$ 6,6 milhões para Curitiba.

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