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Hospital do Trabalhador, em Curitiba, foi escolhido como centro de referência ao tratamento da Covid desde o início da pandemia
Hospital do Trabalhador, em Curitiba, foi escolhido como centro de referência ao tratamento da Covid desde o início da pandemia| Foto: Lineu Filho / Tribuna do Paraná

Com leitos de UTI e enfermaria lotados, hospitais de Curitiba e região metropolitana divulgaram nesta semana (16) uma carta aberta à população. No documento, diretores de 28 hospitais locais fazem um alerta sobre o limite na capacidade de atendimento e reforçam que o momento é dramático. Segundo eles, a Covid-19 é “um inimigo invisível e devastador, que não distingue escolaridade, raça, credo, ou poder aquisitivo”.

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Os hospitais informam que, mesmo após a ampliação de leitos, ainda há muitos pacientes críticos em unidades de emergência aguardando por vagas nas Unidades de Terapia Intensivas. Em Curitiba, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado na terça-feira (15), a taxa de ocupação dos 474 leitos de UTI SUS exclusivos para Covid-19 estava em 97%.

Para os hospitais, o lockdown, mesmo que duro e impopular, é uma medida indispensável para interromper o avanço descontrolado do contágio por Covid-19 e evitar o colapso do sistema de saúde da capital, enquanto Curitiba ainda aguarda pela chegada de um maior número de vacinas. “Tal atitude garante o distanciamento social obrigatório e a redução da transmissibilidade do vírus, caso contrário, não haverá leitos em quantidade suficiente para atender a população”, alerta o documento.

Assinam a carta diretorias médicas do Hospital Angelina Caron, Hospital Cardiológico Constantini, Hospital Cruz Vermelha, Hospital das Nações, Hospital de Infectologia e Retaguarda Clínica Oswaldo Cruz, Hospital de Olhos do Paraná, Hospital de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, Hospital do Idoso Zilda Arn, Hospital do Rocio de Campo Largo, Hospital do Trabalhador, Hospital Erasto Gaertner, Hospital INC – Instituto de Neurologia de Curitiba, Hospital IPO – Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia, Hospital Marcelino Champagnat, Hospital Nossa Senhora das Graças, Hospital Pequeno Príncipe, Hospital Pilar, Hospital Santa Madalena Sofia, Hospital São Lucas de Campo Largo, Hospital São Lucas de Curitiba, Hospital São Vicente, Hospital Sugisawa, Hospital Universitário Cajuru, Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Hospital Vita Batel, Hospital Vita Curitiba, Hospital XV e Santa Casa de Curitiba.

Leia na íntegra a carta dos diretores médicos dos hospitais

“Alertamos os nossos clientes/usuários que o momento da Pandemia Covid 19 é dramático, trata-se de um inimigo invisível e devastador, que não distingue escolaridade, raça, credo, ou poder aquisitivo. O total de casos ativos e de óbitos é o maior desde o início da pandemia. Com as novas cepas mais transmissíveis, temos maior número de pessoas doentes, como o vírus não circula sozinho ele precisa de contato entre as pessoas para disseminar a doença, por consequência, exigindo mais leitos e infraestrutura de atendimento.

Para atender a crescente demanda, leitos foram ampliados nos hospitais públicos e privados de Curitiba e Região Metropolitana, e todos estão já ocupados inclusive estamos com pacientes críticos em unidades de emergência aguardando vagas nas Unidades de Terapia Intensivas.

Neste momento, estamos extremamente limitados para novas ampliações, ou por falta de infraestrutura (espaço físico, equipamentos) ou ausência de equipes para operacionalizar outros espaços. Nossas equipes têm atuado de forma dedicada e competente para manter o atendimento aos que necessitam, mas a sobrecarga de trabalho e a duração desta pandemia tem abatido a energia de todos, no entanto, continuamos atuando por responsabilidade profissional, solidariedade e heroísmo.

Os diretores técnicos dos hospitais, cientes da sua responsabilidade de garantir a segurança da assistência e zelar pela boa pratica médica de suas equipes vem a público demonstrar a sua preocupação quanto ao esgotamento absoluto dos recursos para manter o atendimento dentro dos padrões exigidos, mesmo em nossa cidade que tem um sistema de saúde muito bem organizado e reconhecido nacionalmente.

Estamos passando pelo momento mais crítico da Pandemia desde o seu início, enquanto aguardamos maior número de vacinas, entendemos que foi indispensável determinar o lockdown, atitude mais dura e impopular, no entanto, acertada para interromper o avanço descontrolado do contágio do covid-19 e evitar o colapso do sistema de saúde da capital.

Tal atitude garante o distanciamento social obrigatório e a redução da transmissibilidade do vírus, caso contrário, não haverá leitos em quantidade suficiente para atender a população.

Em respeito aos princípios da Bioética e da boa prática médica ressaltamos que o único propósito desta comunicação é o de alertar para a gravidade da situação e solicitar que nos ajudem na missão de preservar vidas.

Curitiba, 16 de março de 2021

Diretorias Técnicas Médicas dos Hospitais:

Hospital Angelina Caron; Hospital Cardiológico Constantini; Hospital Cruz Vermelha; Hospital das Nações; Hospital de Infectologia e Retaguarda Clínica Oswaldo Cruz; Hospital de Olhos do Paraná; Hospital de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier; Hospital do Idoso Zilda Arns; Hospital do Rocio de Campo Largo; Hospital do Trabalhador; Hospital Erasto Gaertner; Hospital INC – Instituto de Neurologia de Curitiba; Hospital IPO – Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia; Hospital Marcelino Champagnat; Hospital Nossa Senhora das Graças; Hospital Pequeno Príncipe; Hospital Pilar; Hospital Santa Madalena Sofia; Hospital São Lucas de Campo Largo; Hospital São Lucas de Curitiba; Hospital São Vicente; Hospital Sugisawa; Hospital Universitário Cajuru; Hospital Universitário Evangélico Mackenzie; Hospital Vita Batel; Hospital Vita Curitiba; Hospital XV; Santa Casa de Curitiba.

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