O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresenta nesta sexta-feira (26), no Palácio Iguaçu, um panorama do cenário da pandemia no Estado e anuncia novas medidas de enfrentamento ao coronavírus, acompanhado do  secretário da Saúde, Beto Preto e do chefe da Casa Civil, Guto Silva.
 Curitiba, 26/02/2021. Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Coletiva de anúncio de medidas restritivas contra a Covid-19.| Foto: Geraldo Bubniak/AEN

"O comércio vai, infelizmente, sofrer mais do que outros setores porque nós precisamos limitar a circulação de pessoas”, foi a declaração dada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) ao anunciar, nesta sexta-feira (26) o fechamento dos serviços não-essenciais até o dia 8 de março. A medida é parte do combate ao coronavírus, cuja pandemia tem se agravado por todo o estado.

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"Nós estamos pedindo oito dias de compreensão do setor produtivo. Sei que é duro, é difícil. Mas isso é estratégico para o nosso estado, para que a gente não entre em colapso como outros estados fizeram”, concluiu o governador. Apesar do tom paternal do discurso, entidades do setor protestaram contra a medida que, segundo alegam, pode causar o fechamento de empreendimentos e a demissão de funcionários.

"Os empresários não podem pagar pela irresponsabilidade de parte da população que insiste em ignorar as medidas de prevenção. O setor produtivo vem trabalhando com responsabilidade, segurança e não é foco de contaminação”, diz a nota divulgada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), momentos após o anúncio das restrições.

A entidade, que diz representar mais de 50 mil empresas no estado, defende que o lockdown “prejudica mais do que ajuda”, ao abalar a economia e "contribuir pouco" para o combate ao vírus. A nota divulgada defende que o poder público trabalhe com maior fiscalização em situações de descumprimento às medidas sanitárias e não com o fechamento de serviços.

Leia na íntegra o novo decreto do governo estadual

A Associação Comercial do Paraná (ACP) também lamentou que "o governo estadual tenha sido obrigado a tomar medidas duras restritivas”. “Lamentamos profundamente que o comércio tenha que ser fechado. Já é um ano de vai e vem de medidas de restrição, e o comércio tem cumprido as determinações das autoridades. Mas é isso, temos que sobreviver, mesmo prejudicando o outro lado”, afirmou o presidente da entidade, Camilo Turmina, admitindo mais prejuízo na conta dos empresários.

Apesar do fechamento do comércio, a indústria - incluída a construção civil - ficou fora da lista de atividades restritas nos próximos dias. Segundo o governador, a experiência de 2020 - de funcionamento do setor com estrito cumprimento de medidas de segurança sanitária - se mostrou positiva.

A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com a Federação das Indústrias do Paraná, mas, até o fechamento dessa reportagem, não obteve um posicionamento da entidade sobre o novo decreto.

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