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Para entender

Como as cidades do litoral do Paraná se preparam para as chuvas intensas?

Enchentes e deslizamentos marcaram o litoral do Paraná nos últimos anos e reforçam ações de prevenção para o próximo período chuvoso. (Foto: Rogério Machado/Governo do Paraná)

Diante da previsão de chuvas acima da média por conta do El Niño, municípios do litoral paranaense intensificam obras de drenagem e planos de emergência. A mobilização foca em mitigar riscos de alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis, preparando equipes e infraestrutura.

Quais são as principais medidas preventivas adotadas pelas prefeituras?

Os municípios estão investindo em obras de macrodrenagem, limpeza de canais pluviais e desassoreamento de rios, que é a remoção de areia e lodo do fundo para facilitar o fluxo da água. Além disso, as cidades atualizam seus planos de contingência e realizam simulados de evacuação para treinar tanto as equipes de socorro quanto os moradores que vivem em áreas de risco.

Como fenômenos como o El Niño afetam a região?

O El Niño é um fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico e altera o padrão de ventos, o que costuma trazer chuvas muito mais fortes para o Sul do Brasil. No litoral paranaense, isso se soma à dinâmica das marés e ao relevo da Serra do Mar, aumentando consideravelmente o perigo de inundações repentinas e deslizamentos de terra.

Quais cidades receberão intervenções mais pesadas na infraestrutura?

Guaratuba está implantando um grande sistema de galerias no bairro Coroados para escoar a água até o Rio Bacamarte. Em Matinhos, o foco é a manutenção de micro e macrodrenagem e a criação de um fundo municipal de Defesa Civil. Já Pontal do Paraná monitora áreas estratégicas como o Canal do Marissol, realizando a limpeza de mais de 20 quilômetros de canais preventivamente.

Como está o monitoramento das áreas com maior risco de deslizamentos?

A Defesa Civil mapeou 158 áreas de atenção em todo o litoral. Cidades como Morretes e Antonina, que possuem histórico crítico de deslizamentos na Serra do Mar, realizam simulados de evacuação específicos em bairros vulneráveis. O objetivo é garantir que a população saiba exatamente o que fazer e para onde ir assim que os alertas meteorológicos forem emitidos.

O que o histórico de enchentes ensinou para as autoridades locais?

Eventos graves como os de 2011 e 2022 mostraram que o planejamento precisa ser feito no período de seca. As autoridades aprenderam que a resposta rápida depende de áreas já mapeadas e equipamentos disponíveis. Hoje existe uma integração maior entre secretarias municipais e o governo estadual para garantir que o abastecimento e o transporte nas rodovias, como a BR-277, não sejam interrompidos por semanas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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