
Diante da previsão de chuvas acima da média por conta do El Niño, municípios do litoral paranaense intensificam obras de drenagem e planos de emergência. A mobilização foca em mitigar riscos de alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis, preparando equipes e infraestrutura.
Quais são as principais medidas preventivas adotadas pelas prefeituras?
Os municípios estão investindo em obras de macrodrenagem, limpeza de canais pluviais e desassoreamento de rios, que é a remoção de areia e lodo do fundo para facilitar o fluxo da água. Além disso, as cidades atualizam seus planos de contingência e realizam simulados de evacuação para treinar tanto as equipes de socorro quanto os moradores que vivem em áreas de risco.
Como fenômenos como o El Niño afetam a região?
O El Niño é um fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico e altera o padrão de ventos, o que costuma trazer chuvas muito mais fortes para o Sul do Brasil. No litoral paranaense, isso se soma à dinâmica das marés e ao relevo da Serra do Mar, aumentando consideravelmente o perigo de inundações repentinas e deslizamentos de terra.
Quais cidades receberão intervenções mais pesadas na infraestrutura?
Guaratuba está implantando um grande sistema de galerias no bairro Coroados para escoar a água até o Rio Bacamarte. Em Matinhos, o foco é a manutenção de micro e macrodrenagem e a criação de um fundo municipal de Defesa Civil. Já Pontal do Paraná monitora áreas estratégicas como o Canal do Marissol, realizando a limpeza de mais de 20 quilômetros de canais preventivamente.
Como está o monitoramento das áreas com maior risco de deslizamentos?
A Defesa Civil mapeou 158 áreas de atenção em todo o litoral. Cidades como Morretes e Antonina, que possuem histórico crítico de deslizamentos na Serra do Mar, realizam simulados de evacuação específicos em bairros vulneráveis. O objetivo é garantir que a população saiba exatamente o que fazer e para onde ir assim que os alertas meteorológicos forem emitidos.
O que o histórico de enchentes ensinou para as autoridades locais?
Eventos graves como os de 2011 e 2022 mostraram que o planejamento precisa ser feito no período de seca. As autoridades aprenderam que a resposta rápida depende de áreas já mapeadas e equipamentos disponíveis. Hoje existe uma integração maior entre secretarias municipais e o governo estadual para garantir que o abastecimento e o transporte nas rodovias, como a BR-277, não sejam interrompidos por semanas.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.









