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O reajuste nas tarifas de energia da Copel aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entrou em vigor nesta quarta-feira (24) e elevou em 20% as contas dos consumidores residenciais no Paraná. Para as demais categorias atendidas pela distribuidora, os índices aplicados variam entre 19,85% e 21,87%, conforme o perfil de consumo.
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A Revisão Tarifária Periódica (RTP) definiu o aumento, que afeta cerca de 5,32 milhões de unidades consumidoras atendidas pela distribuidora no Paraná. Inicialmente, a Copel estimava um reajuste próximo de 26%, mas a agência reguladora reduziu esse percentual ao longo da análise do processo.
Durante as discussões, a Copel solicitou a aplicação do diferimento máximo permitido pela Aneel, mecanismo que posterga parte do reajuste para reduzir o impacto imediato na conta de luz. Ainda assim, o índice aprovado ficou acima da projeção divulgada em abril, quando a expectativa era de um aumento médio de 19,15%.
Faep reage ao reajuste da Copel e cobra melhoria no fornecimento de energia
Em nota, a Aneel informou que a revisão foi debatida por meio de audiência pública e consulta pública. “Entre os fatores que mais impactaram os índices propostos estão os custos com transmissão e compra de energia, além dos encargos setoriais e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior”, destacou a agência.
Confira os índices aprovados para cada categoria:
- consumidores residenciais (B1): 20%
- consumidores cativos de baixa tensão (média): 19,85%
- consumidores cativos de alta tensão (média): 21,87%
Em reação ao reajuste, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) apontou que o setor agropecuário sofre com a falta de qualidade no serviço da principal concessionária. Os representantes afirmam que apontaram, durante as audiências, problemas crônicos, como apagões e oscilações.
“O Sistema Faep repudia a medida, que ignora qualquer parâmetro de qualidade do serviço oferecido pela concessionária, e já se mobiliza para tentar reverter a decisão”, diz o comunicado.
Aneel detalha composição da tarifa e impacto do reajuste da Copel
A tarifa de energia elétrica é composta pelos custos de geração e transmissão, encargos definidos por políticas federais e pela remuneração da distribuidora. Em média, de cada R$ 10 pagos pelo consumidor, cerca de R$ 2 correspondem à parcela destinada à concessionária. As revisões tarifárias servem para reequilibrar esses componentes.
No entanto, a Revisão Tarifária Periódica difere do Reajuste Tarifário Anual (RTA). Enquanto o reajuste anual atualiza custos e índices financeiros de curto prazo, a RTP promove uma reavaliação mais ampla da estrutura tarifária, considerando os custos eficientes de distribuição, os investimentos e a remuneração da concessionária. Nos anos em que ocorre a RTP, não há aplicação do reajuste anual.
Por envolver uma revisão completa da base de custos da distribuidora, a RTP costuma gerar impactos mais expressivos nas tarifas. Em junho de 2025, por exemplo, a aplicação do reajuste anual elevou as contas de energia da Copel em média 2,02%.
Após a Aneel aprovar o reajuste, o valor médio da energia elétrica fornecida pela Copel passa para cerca de R$ 0,76 por kWh. Com base no consumo médio das residências do Paraná, de 217 kWh mensais, a fatura pode alcançar cerca de R$ 164,92.
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