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O Tecnoparque, programa que garante benefício fiscal para empresas de base tecnológica, existe desde 1998 em Curitiba, mas foi retomado em 2018 com um novo foco para fomentar o ambiente de inovação na cidade. A redução da alíquota do Imposto sobre Serviços (ISS), de 5% para 2%, agora é direcionada a projetos tecnológicos específicos.

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Para participar, a empresa precisa enviar um projeto para análise do Comitê de Fomento do Município (Cofom), formado por órgãos do setor público e da sociedade civil organizada, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), as universidades Federal e Tecnológica (UFPR e UTFPR) e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

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“O programa tem uma visão de que é muito melhor tributar uma empresa que está faturando R$ 1.000 em 2% do que tentar tributar em 5% uma que fature apenas R$ 100”, afirma Marlon Cardoso, gestor do Tecnoparque. Segundo ele, o resultado preliminar de uma pesquisa realizada com empresas participantes de todas as fases do programa anima o poder público. O faturamento delas subiu aproximadamente 46% entre 2016 e 2018; o número de profissionais contratados com ensino superior teve crescimento de 19%; e o número de produtos no portfólio aumentou 20%.

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“Foram novos produtos lançados, e é uma questão muito importante porque falamos em inovação tecnológica. Para tanto, a empresa precisa investir em novos conhecimentos, novos empregados, possivelmente uma consultoria, vai fazer parceria com instituições de ensino superior, vai ter que possivelmente investir em imóveis, vai adquirir novos equipamentos e insumos, seja software ou capacitação de mão de obra. Vai aumentar o número de clientes para esse novo produto e para isso vai ter que ampliar seu grupo de fornecedores”, enumera Cardoso.

A partir da retomada do Tecnoparque em 2018, 14 empresas aderiram ao programa. Entre elas está o Olist, startup que oferece serviços para pequenos vendedores se posicionarem em grandes sites de e-commerce. Segundo Marcelo Ribeiro, gerente de marketing do Olist, a redução da alíquota de ISS contribui para o fluxo de caixa. Além disso, um aporte de R$ 190 milhões do grupo japonês Soft Bank vai permitir a expansão do negócio. “Estamos reinvestindo no crescimento da empresa, contratando mais gente e ampliando a atuação em áreas específicas”, diz. Há vagas em aberto: a meta é contratar mais 150 pessoas até o fim do ano, ampliando a força de trabalho hoje de 300 pessoas. Segundo ele, a intenção é manter a operação em Curitiba. “Abrimos um escritório em São Paulo, mas temos um time bastante grande aqui na cidade, já nos aproximamos bastante das universidades, das empresas, há uma troca constante e muito interessante com outras startups”, relata.

Oficinas

Os benefícios do Tecnoparque estão disponíveis para qualquer empresa de Curitiba. Empresários que tenham dúvidas sobre a formatação de projetos podem participar de alguma das oficinas de elaboração de propostas de inovação tecnológica, ofertadas pela Agência Curitiba de Desenvolvimento. Os próximos encontros serão nos dias 7 e 21 de novembro e 5 de dezembro, sempre das 14h às 16h.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]
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