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A concorrência do transporte coletivo de Curitiba, travada havia meses por ações na Justiça, ganhou data para sair do papel: o edital foi publicado nesta quarta-feira (19), com cinco lotes operacionais e R$ 3,9 bilhões em investimentos estimados ao longo de 15 anos.
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O lançamento oficial ocorre após um período de impasse judicial. Nos últimos meses, o processo esteve sob incerteza devido a ações do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), que contestou o andamento da concorrência e defendia a conclusão de estudos de vantajosidade para avaliar a prorrogação dos contratos atuais. A publicação do edital só foi liberada após autorização da Justiça.
A nova concessão prioriza a modernização da frota, com foco em tecnologias de baixa emissão de poluentes e sustentabilidade. As propostas deverão ser entregues na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) no dia 17 de novembro. O leilão está previsto para o dia 26 de novembro, às 10 horas.
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Entre os cinco lotes programados na nova concessão, dois deles serão destinados às linhas estruturais do sistema (expressos, Linha Direta e Ligeirões). O BRT1, com 20 linhas e atendimento predominante na região sul, e o BRT2, voltado principalmente às regiões norte e oeste, com 17 linhas.
Os outros três lotes terão caráter regional, com linhas alimentadoras, convencionais e atendimento mais próximo aos bairros. O lote norte contempla a operação de 100 linhas, o lote Sul de 92 linhas e o oeste, de 84 linhas.
O projeto prevê a criação de quatro novas linhas, que vão conectar terminais e promete melhorar as ligações entre diferentes bairros e regiões de Curitiba. As linhas serão: Terminal Tatuquara – Terminal Carmo; Terminal Pinheirinho – Terminal Centenário; Terminal Portão – Terminal Capão da Imbuia; e Terminal Santa Felicidade – Terminal Bairro Alto. Segundo a prefeitura de Curitiba, outra novidade é a volta da linha Circular Centro, que vai passar a ser operada com ônibus elétricos comuns.
Parte da frota será elétrica
Do orçamento total previsto, a prefeitura de Curitiba estima que 96,75% correspondem a investimentos em frota e 3,25% à infraestrutura de recarga elétrica e novas estações-tubo. A proposta é incorporar 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031, sendo 90 deles já no início da operação.
Da nova frota elétrica, serão 141 ônibus biarticulados; 98 ônibus articulados; sete ônibus elétricos do tipo Padrón (com cerca de 12 a 13 metros de comprimento e capacidade para transportar em torno de 80 passageiros) e quatro ônibus comuns.
É previsto que todos os ônibus elétricos tenham ar-condicionado. A climatização também será incorporada aos 151 novos ônibus a diesel que serão adquiridos. A previsão é chegar a metade da frota climatizada em 2031 e à totalidade em até 12 anos.




