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Agronegócio

Soja lidera “escudo do agro” contra impacto econômico da Covid no interior

  • 18/07/2020 18:00
Soja é o principal item de exportação do Paraná
Soja é o principal item de exportação do Paraná| Foto: Michel Willian / Arquivo Gazeta do Povo

Num momento em que não faltam indicadores econômicos de sinal negativo, o desempenho excepcional da soja – produção e preços recordes  - em plena pandemia de coronavírus tem garantido a circulação de dinheiro nos municípios do interior do Paraná, aliviando a pressão sobre as finanças locais. O Valor Bruto da Produção da soja paranaense, atualizado mensalmente pelo Ministério da Agricultura (Mapa), deu um salto histórico, saindo de R$ 18,7 bilhões em 2018/19 para R$ 29,7 bilhões no ciclo atual. O acréscimo de R$ 11 bilhões irriga a economia de municípios fortemente dependentes da agropecuária.

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É um dinheiro que não fica retido dentro da porteira das fazendas. “Isso transborda para outros setores. Para produzir a safra, o produtor precisou de toda uma rede de insumos, ele movimentou as casas agropecuárias dos municípios, as revendas de máquinas e equipamentos e, depois, na comercialização, ele movimenta a cadeia de transporte, já que as indústrias precisam de muitos caminhões para transportar a safra, e isso transborda também para a manutenção dessas frotas”, destaca o economista Luiz Eliezer, da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP).

Esse “transbordamento” das receitas obtidas com a leguminosa, somado ao bom desempenho do complexo de carnes (Paraná respondeu por 40% do frango e 14% da carne suína exportados pelo país no primeiro semestre), chega num momento em que a Secretaria da Fazenda calcula perda de arrecadação de impostos na casa dos R$ 3,6 bilhões – dos quais apenas R$ 2,7 bilhões devem ser compensados pelo governo federal.

Mesmo dentro do superavitário setor agropecuário, os índices da soja se sobressaem. Segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura, até junho o Paraná já embarcou 9,24 milhões de toneladas do grão para o exterior (33,7% a mais do que nos primeiros meses de 2019), obtendo receita de US$ 3,3 bilhões (+30,3%). O agro paranaense, como um todo, exportou 13,9 milhões de toneladas no primeiro semestre, 16% a mais do que no mesmo período de 2019, gerando receitas de US$ 6,61 bilhões (+5,9%). De toda a movimentação de cargas no Porto de Paranaguá, a soja respondeu por 33% no semestre.

“O paranaense comum nem sabe para onde vai a soja, pensa que é só para margarina e óleo, mas existem pelo menos umas 300 aplicações. A soja virou uma força de pesquisa, de venda de máquinas, de uso de solo, de conhecimento, de briga geopolítica entre Estados Unidos e China, favorecendo o Brasil”, destaca Norberto Ortigara, secretário de agricultura paranaense.

E no cultivo da leguminosa, largamente utilizada para ração animal mundo afora, os índices de produtividade do Paraná não ficam devendo para nenhum competidor internacional. “No setor da soja não tem síndrome de vira-lata. Produzimos tanto quanto e exportamos mais do que os americanos. A gente só perde na eficiência logística, já que eles conseguem pôr no porto a um custo menor”, sublinha Eliezer, da FAEP. A propósito, o campeão nacional da produtividade máxima da soja, neste ano, foi o paranaense Laercio Dalla Vechia, de Mangueirinha, que produziu o dobro da média nacional (118,82 sacas por hectare contra uma média de 55,5).

O secretário Ortigara acredita que o Paraná ainda “deve” à soja um estudo mais amplo de seu impacto direto na economia, na arrecadação de impostos, nos subprodutos e na geração de empregos. “Caberia um estudo mais consistente da força de uma lavoura que é líder mundial, que está com 122 milhões de hectares e vira alimento, proteína animal na forma de carne de porco, de frango e de peixe”.

Se não há ainda um estudo mais aprofundado da contribuição socioeconômica da soja ao Paraná, um levantamento recente, do Departamento Técnico Econômico (DTE) da FAEP, procurou dimensionar o peso real do agronegócio em cada um dos 399 municípios do estado. A conclusão é de que o setor primário (produção agropecuária) representa mais de metade das riquezas geradas em 234 municípios. Em 125 deles, o índice ultrapassa 70%. Nesse contexto, a soja responde, sozinha, por quase um terço do VBP do agro paranaense, que deve chegar a R$ 100 bilhões em 2020.

“A gente teve queda de arrecadação por causa da Covid-19, mas estamos sobrevivendo. O agro nos salvou. Aqui no Oeste, maior região produtora de proteína animal do mundo, a gente vive do agro”, registra o prefeito de Matelândia, Rineu Menoncin “Texeirinha” (PP).

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Comentários [ 4 ]

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  • A

    Armando

    ± 23 dias

    Sem subsídios...não existe agricultura no brasil

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      Andreas Milla

      ± 23 dias

      Armando, você está totalmente desinformado. O Agro brasileiro não recebe subsídios nem tem garantias como os produtores dos nossos concorrentes tem. O produtor brasileiro arca com os mais altos custos logísticos e tributários do mundo e ainda assim consegue sobreviver e girar a roda da economia e empregos brasileiros. O que falta para o produtor brasileiro é o reconhecimento que merece, e que as pessoas que não tem noção nenhuma do que acontece no campo parem de taxá-lo de bandido injustamente. Agroleigos, se informem antes de falar contra o produtor brasileiro.

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    • S

      STF

      ± 23 dias

      Quem paga os subsídios?

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  • S

    STF

    ± 23 dias

    Juros para produtor rural são baixíssimos e tributação quase inexistente. Precisamos do mesmo para o resto de todas as empresas e pessoas do país. Aí ninguém seguraria o Brasil, mas o contribuinte tem de sustentar salários e aposentadorias absurdas como pagamentos enfermos à filhas “solteiras” de militares.

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