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Além das agressões, os integrantes do MBL também relatam terem sido perseguidos do lado de fora do prédio da UFPR.
Além das agressões, os integrantes do MBL também relatam terem sido perseguidos do lado de fora do prédio da UFPR.| Foto: Reprodução / MBL

Membros do Movimento Brasil Livre (MBL) foram agredidos na tarde desta sexta-feira (1) no prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. João Bettega, Matheus Faustino e Gabriel Costenaro, porta-vozes do grupo e integrantes da iniciativa “Inimigos Públicos” estavam no Centro Acadêmico do curso de História (CAHIS) quando foram acuados pelos agressores.

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De acordo com Bettega, não havia nenhum estudante na sede do CAHIS quando eles chegaram ao prédio da Reitoria da UFPR. “Nós fomos lá no Centro Acadêmico de História para mostrar algumas pichações que há lá, ligadas ao comunismo, anarquismo, ditadores que pregam a violência contra quem pensa diferente da esquerda”, explicou, em mensagem enviada à redação da Gazeta do Povo.

Alguns alunos chegaram ao Centro Acadêmico e começaram, de acordo com Bettega, a discutir com os integrantes do MBL. Algumas mulheres teriam partido em direção ao grupo para, segundo Bettega, pegarem os celulares e câmeras utilizados na filmagem.

“A gente procurou sair do Centro Acadêmico até para evitar qualquer tipo de confronto, principalmente por causa das mulheres que havia lá. Mas foi aí que começaram as agressões. Tinha gente de máscara ou com camisetas amarradas sobre o rosto, provavelmente para não serem identificados”, relatou.

Integrantes do MBL foram perseguidos por cerca de três quilômetros

Em um vídeo postado no perfil de Costenaro na rede social X, antigo Twitter, é possível ver uma pessoa dando socos em um dos integrantes do MBL. Na saída do prédio, o grupo afirma ter sido perseguido por mais de 20 estudantes. Dois dos integrantes do grupo buscaram abrigo em um hospital distante cerca de um quilômetro do prédio da UFPR. Os outros seguiram correndo por cerca de três quilômetros, quando encontraram uma viatura da Polícia Militar.

“Eu estava tão exausto por conta dessa corrida que assim que eu cheguei na viatura eu só consegui sentar e pedir ajuda aos policiais. O pessoal que estava nos perseguindo ficou a uma certa distância da polícia. Nós fomos conduzidos a uma delegacia, onde prestamos depoimento. A gente preza pela paz e não prega a violência, por isso optamos por correr e não entrar no confronto”, contou Faustino.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da UFPR, que ainda não havia se manifestado até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Em julho, ativistas do MBL foram agredidos na UFRGS e na UFSC

Três integrantes do MBL foram agredidos na tarde do último dia 20 de julho na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Os ativistas do MBL tentavam entrar em uma assembleia do Diretório Central dos Estudantes (DCE) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) que deliberava sobre o próprio MBL.

De acordo com o MBL, integrantes do grupo foram ao local para saber o que seria dito sobre eles na assembleia. Ao chegar, tentaram se defender ao serem chamados de fascistas e violentos, assim como justificar a tentativa de pintar as paredes do DCE, depredadas com inscrições de apoio ao comunismo e pautas de esquerda. Após perceber a presença dos integrantes do MBL, os alunos teriam passado a agredi-los com socos e pontapés.

Também em julho, João Bettega foi espancado simultaneamente por quatro agressores na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Ele chegou a ficar desacordado e precisou ser conduzido ao hospital. Outros três membros do MBL tiveram celulares e outros pertences roubados. Ao menos um dos criminosos portava uma faca, e outros estavam em posse de pedaços de madeira, segundo a assessoria de imprensa do MBL.

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