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Cooperativa Witmarsum  também possui selo de origem geográfica, que aponta para qualidade do produto
Cooperativa Witmarsum também possui selo de origem geográfica, que aponta para qualidade do produto| Foto: Gilson Abreu/AEN

A Cooperativa Witmarsum, localizada na cidade de Palmeira (PR), nos Campos Gerais, começou a investir em queijos finos há 20 anos e hoje, tem a produção mensal de 23 toneladas de queijos, dividido em 12 tipos. 

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Com mais de 600 cooperados, os produtos da empresa estão presentes na maioria dos estados brasileiros com consumo liderado pelo Paraná, Santa Catarina e São Paulo. “Um dos nossos principais negócios é o leite. Como é um leite de altíssima qualidade, entregar um leite como matéria-prima não agregava tanto valor. Assim, começamos a investir em um produto final com o nível de qualidade”, recorda Rafael Wollmann, diretor de operações da Cooperativa Witmarsum.

A cooperativa também conquistou prêmios com os queijos finos. Recentemente, a empresa conseguiu três medalhas no Mundial do Queijo, além de oito medalhas em concursos estaduais e oito medalhas em concursos nacionais.

Os queijos finos da cooperativa são produzidos, principalmente, a partir de vacas das raças Holandesa, Jersey e Pardo Suíço. Essas raças são conhecidas por produzir um leite com alto teor de sólidos, gordura e proteína, importantes para a fabricação de queijos finos.

Além disso, dois dos queijos da cooperativa receberam Indicação Geográfica do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). São eles: Witmarsum Colonial Natural e Witmarsum Colonial com Pimenta Verde. “O selo é como se fosse um atestado de que a origem do produto é boa. Os nossos clientes conseguem perceber que o nosso produto tem um nível superior de qualidade, principalmente, a origem da matéria-prima e a forma de produção”, destaca Wollmann.

Segundo o diretor, a cooperativa tem expectativa de aumentar a produção e manter a qualidade do produto refinado para conquistar novos mercados, sem perder os clientes fidelizados. "A ideia é vender mais e, não somente para pessoas novas, mantendo também os nossos parceiros. Por ser uma cooperativa, temos essa questão de não só buscar novos mas de fortalecimento do laços com os nossos clientes”, comenta.

A técnica do Departamento Técnico (Detec) do Sistema Faep/Senar-PR, Luciana Matsuguma, afirma que a tendência é que o Paraná avance na produção de queijos finos nos próximos anos por causa do potencial de crescimento que ainda existe no mercado nacional. “Temos um consumo, por pessoa, de 5,6 kg por ano de queijo no Brasil. Comparado com a Grécia, que consome, por pessoa, 37,4 kg/por ano, temos muito a crescer ainda. O Brasil é um país diversificado, com características climáticas que podem trazer diversificação nos queijos para o consumidor”, avalia.

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