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Cidades brasileiras enfrentam desabastecimento de vacinas da AstraZeneca
Cidades brasileiras enfrentam desabastecimento de vacinas da AstraZeneca| Foto: Ari Dias/AEN

A falta de vacinas de Oxford/AstraZeneca fez com que várias cidades no Brasil interrompessem a aplicação da segunda dose na última sexta-feira (10). A suspensão ocorreu em São Paulo, Rio Grande do Norte, Tocantins, Rondônia e Mato Grosso do Sul. A situação no Paraná é diferente, garante o secretário estadual de Saúde Beto Preto – por aqui não há atraso no envio das vacinas, disse o secretário.

Casos pontuais de falta de segundas doses, como reportado pelas prefeituras de Arapongas, Apucarana, Guarapuava e Matinhos, podem ter ocorrido pelo que o secretário chamou de “pecado pelo excesso” por parte dos gestores de alguns municípios. “Eventualmente, pode ser que tenham utilizado doses de segunda aplicação como primeiras doses. Todo mundo está querendo resolver a situação. Talvez tenham pecado pelo excesso. Mas não podemos pecar pela falta, então a lógica é recebermos mais vacinas nos próximos dias”, disse.

A remessa a que se refere o secretário faz parte de uma pauta de distribuição anterior, e segundo o próprio Beto Preto são vacinas que estão perto da data de validade. “Nos próximos dias temos prevista a chegada de um novo lote de D2 da AstraZeneca relativo à 28ª remessa que ainda não venceu, vai vencer em 10 dias. São quase 190 mil doses”, disse o secretário. “A Sesa alerta para que os municípios sigam o Plano Nacional de Imunização não antecipando a D1 com lotes de D2”, ponderou.

Para o secretário, apesar de o prazo indicado para a aplicação das duas doses da vacina da AstraZeneca seja de 90 dias, não há grandes problemas caso a aplicação da segunda dose atrase um pouco. “Existem cepas, variantes, que fazem com que o vírus tente ultrapassar a barreira das vacinas. Temos que ser rápidos. Quanto mais rápido chegar essa dose, mais rápido ela tem que ser administrada. O indicado são 90 dias, mas nada impede que sejam 100 dias, 120 dias. Na verdade, o tempo de indicação de espera entre a D1 e a D2 é de até 10 meses. Com as variantes, nós temos que fazer o ciclo se fechar logo. É importante que não passe de 90 dias, mas se for 95, 98, também está dentro do esperado e ninguém vai ficar prejudicado por esses dias a mais”, explicou.

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