Mosquito Aedes aegypti é o causador de chikungunya, dengue e zika| Foto: Arquivo/AEN
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Um surto de chikungunya no Paraguai, divulgado pelo Ministério da Saúde e Bem-Estar Social do país vizinho, fez com que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitisse um alerta para todas as 22 Regionais de Saúde do Paraná. A comunicação, emitida nesta quinta-feira (2), tem um foco especial para as regiões oeste e sudoeste paranaenses. O informativo foi enviado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) como medida de prevenção.

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Desde o início do ano foram confirmados 5.625 casos no Paraguai, além de 37 de dengue, que resultaram em cinco óbitos. De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, a região de fronteira requer atenção redobrada a casos de chikungunya, pelo fluxo grande de pessoas em trânsito.

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“Os profissionais de saúde devem ficar atentos para a possibilidade de casos de chikungunya em pessoas que estiveram no país e que podem apresentar sintomas. As ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor da doença, são as mesmas para a dengue”, enfatizou.

Dentre as recomendações da Sesa para os municípios estão a notificação imediata do caso (em até 24 horas) a partir da suspeição da doença para a Secretaria Municipal de Saúde, entre outras ações locais de comunicação e divulgação para a população.

Além da febre chikungunya e da dengue, o mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão de zika. De acordo com o último informe epidemiológico divulgado na terça-feira (31), o Paraná tem 126 casos notificados, 73 em investigação e sete confirmações de casos, sendo cinco importados e dois ainda aguardam o resultado. Esse número corresponde ao novo período sazonal da doença, que iniciou em agosto de 2022.

Sintomas da chikungunya

Os principais sintomas da doença são febre, dores intensas nas articulações, nas costas e em outras regiões do corpo, erupções avermelhadas na pele, náuseas e vômitos, dor retro-ocular, dor de garganta, calafrios, diarreia e dor abdominal (principalmente em crianças). A chikungunya pode deixar os infectados incapacitados total ou parcialmente, por meses ou anos, em razão de dores articulares crônicas.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]
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