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Abib Miguel, ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa
Abib Miguel, ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa| Foto: Arquivo Gazeta do Povo

Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) rejeitaram nesta quinta-feira (18) a maior parte dos pedidos do ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa Abib Miguel, em uma apelação apresentada por ele contra sua condenação, em meados de 2018, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Bibinho, como é conhecido, conseguiu apenas uma pequena redução de pena em função da exclusão de um dos itens da denúncia: de 255 anos, 6 meses e 21 dias de reclusão para 251 anos, 6 meses e 21 dias. O relator do caso na 2ª Câmara Criminal do TJ foi o desembargador Laertes Ferreira Gomes.

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Procurado pela Gazeta do Povo, o advogado de Bibinho, Eurolino Reis, informou que a defesa só se manifestará nos autos do processo judicial. Atualmente, em função da idade, Bibinho cumpre prisão domiciliar.

Bibinho recorria ao TJ contra uma sentença da 4ª Vara Criminal de Curitiba, publicada 8 de junho de 2018. O caso tem relação com a Operação Argonautas, derivada do escândalo de corrupção na Assembleia Legislativa que ficou conhecido como Diários Secretos. A Operação Argonautas ficou marcada pela prisão de Bibinho no final de 2014, quando ele recebia uma mochila com R$ 70 mil no aeroporto de Brasília.

Para o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR), Bibinho e parentes dele – também réus no mesmo processo judicial – construíram patrimônio a partir de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa, com a contratação de funcionários fantasmas. O MP localizou mais de 100 imóveis da família.

Já a defesa de Bibinho nega desvio de dinheiro e sustenta no processo judicial que a evolução patrimonial do ex-servidor é “compatível com seu labor e fortuna construída anteriormente ao seu ingresso na Assembleia Legislativa”.

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