Aulas estão suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus| Foto: Pixabay
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O retorno para a sala de aula dos alunos da rede pública e particular do Paraná seguirá um protocolo com pontos importantes para uniformizar e dar segurança à retomada. Neste plano, algumas medidas já estão certas como a volta escalonada por faixa etária, turmas divididas e recreios em horários diferentes. Além disto, se tiver um caso confirmado dentro da escola do novo coronavírus, o colégio irá fechar por 14 dias. A data da volta, no entanto, segue um mistério. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) depende do desenvolvimento da doença nos municípios para bater o martelo.

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Desde o dia 20 de março, as aulas presenciais estão suspensas no Paraná. As atividades estão sendo realizadas via internet com a participação de professores e uma equipe preparada para seguir com o ensino à distância. Com o objetivo de dar segurança a todos os envolvidos, um protocolo de segurança foi criado para não dar brecha para a contaminação.

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A ideia é apresentar até o fim do mês de julho a versão completa do protocolo. Ao lado de epidemiologistas, representantes ligados à educação estadual e ao Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), irão oficializar o documento. Turmas divididas em salas de aula e aulas online, por faixa etária; recreio em horários diferentes; e, na sala de aula, afastamento de 1,5 metro entre os alunos - com turmas de no máximo 20 a 25 alunos. Qualquer caso de coronavírus colocará a escola inteira em quarentena, fechada por 14 dias.

De acordo com a presidente do Sinepe, Esther Cristina Pereira, o escalonamento de grupos é para evitar aglomerações. “Não tem como voltar todo mundo de uma vez só. Estamos atentos ao que está sendo adotado em outros países, como Israel, Singapura, Japão e Finlândia, onde as aulas começam ser retomadas”, relatou.

Na rede estadual, não deve ser diferente, de acordo com o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder. “O que eu visualizo é metade dos alunos de uma turma vai em um dia e a outra metade no outro. Os que não vão à escola presencialmente, acompanham remotamente. Ao menos nas primeiras semanas”, comentou Renato.

Na semana passada, o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), relatou que acha complicado o retorno das aulas antes de setembro. "Falar uma data da volta às aulas seria falsidade. Montamos um comitê de avaliação e confesso que antes de setembro acho difícil”, disse à época o governador, em entrevista para a RPC TV.