Barros com o vice-prefeito Eduardo Pimentel e a vice-governadora, Cida Borghetti.| Foto: Valdecir Galor/Prefeitura de Curitiba

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), confirmou que sua esposa, a vice-governadora Cida Borghetti (PP), será candidata ao governo do Paraná - e deu a entender que todo o grupo que dá apoio hoje a Beto Richa (PSDB) pode estar ao lado dela na campanha. Hoje, o grupo político de Richa parece rachado entre Cida e Ratinho Jr. (PSD).

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Deputado federal licenciado, Barros deve deixar o ministério para tentar se reeleger na Câmara. O casal deve manter a aliança com o atual governador, Beto Richa (PSDB), apoiando sua candidatura ao Senado. A declaração do ministro ocorreu em solenidade realizada nesta terça-feira (2), que marcou o repasse de R$ 20,1 milhões à Secretaria de Saúde de Curitiba e a hospitais filantrópicos da capital paranaense.

“Eu saio do ministério em abril, para concorrer à reeleição de deputado federal e para apoiar a candidatura da vice-governadora Cida Borghetti, que assumirá o governo e concorrerá à reeleição. E o nosso governador Beto Richa vai ao Senado. De todos os aliados que estão hoje no governo, eu tenho certeza de que todos nos acompanharão”, disse o ministro.

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Barros havia passado o réveillon em Curitiba com a família e aproveitou para participar do evento. A solenidade lotou o amplo Salão Brasil – em frente ao gabinete do prefeito – e reuniu uma vastidão de políticos de todas esferas, entre vereadores, deputados estaduais e deputados federais, além de secretários e seus respectivos séquitos.

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A cerimônia ganhou cara de campanha antecipada. Na mesa de honra, além de Barros, estavam Cida Borghetti e a filha do casal, a deputada Maria Victoria (PP). Em seu discurso, o ministro assegurou que Cida “será a primeira governadora do Paraná”. A vice-governadora, por sua vez, classificou Barros como “ministro do Paraná” e disse que ele “muito nos orgulha e nos tem honrado”. Além disso, ela destacou o “tripé” formado por Curitiba, governo do Paraná e governo federal. “Com esse tripé, não tem como dar errado”, destacou.

O clima cordial também se estendeu para o prefeito em exercício, Eduardo Pimentel (PSDB), que substitui Rafael Greca (PMN), em viagem. O deputado estadual Stephanes Jr. (PSB) rasgou elogios ao jovem político, cravando que Pimentel hoje é “prefeito em exercício, mas que um dia vai ser prefeito eleito”. Entre os que compunham a mesa, também estavam o presidente da Câmara de Curitiba, Serginho do Posto (PSDB), o deputado estadual Rubens Recalcatti (PSD), e o deputado federal Hidekazu Takayama (PSC), líder da bancada evangélica na Câmara Federal.

R$ 20,1 milhões
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Dos R$ 20,1 milhões destinados a Curitiba, R$ 10 milhões vão para a Secretaria Municipal de Saúde; R$ 9 miihões, para dez hospitais filantrópicos que atendem via Serviço Único de Saúde (SUS); e R$ 612 mil para o Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) II, do Portão. Os recursos haviam sido anunciados no dia 30 de dezembro de 2017 e são a “raspa do tacho” – como definiu o ministro: ou seja, são provenientes de emendas parlamentares, elaboradas para redirecionar dinheiro que estava travado por problemas burocráticos.

“Tudo isso é a raspa do tacho, com os recursos que a gente conseguiu, de última hora, alocar de projetos que, por algum motivo, não foi possível empenhar por falta de documentação”, explicou.

Os R$ 10 milhões da Secretaria de Saúde serão empregados, prioritariamente, em serviços de alta e média complexidade, como UTI, semi-UTI e serviço de transporte de passageiros em estado grave. “Esse dinheiro está indo para Secretaria de Saúde, que fará o detalhamento técnico de cada investimento”, disse Pimentel. “Um recurso deste tamanho no primeiro dia de governo sempre ameniza. No ano passado, investimos R$ 1,7 bilhão, mas a saúde requer investimentos constantes”, completou.

Já os hospitais filantrópicos vão receber recursos de acordo com a sua capacidade operacional, variando de R$ 500 mil a R$ 2 milhões. Entre as entidades contempladas com recursos, estão os hospitais Pequeno Príncipe, Erasto Gaertner, Cajuru e Evangélico. Segundo o superintendente Sezifredo Paes, juntos, os dez hospitais respondem por 50% dos atendimentos feitos via SUS em Curitiba.