Coletiva de imprensa corria tudo bem até o tema “Lava Jato” entrar na pauta: assessores de Serraglio o retiraram da sala sob o pretexto de levá-lo para o aeroporto.| Foto: Antonio More/Gazeta do Povo

Chefe da Polícia Federal, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, evitou comentar sobre os avanços da Operação Lava Jato e a abertura de inquérito contra 98 dos 108 nomes citados na lista liberada pelo ministro Edson Fachin no início desta semana. Em visita a Curitiba nesta quinta-feira (13), Serraglio destacou que o avanço das investigações é de responsabilidade do Poder Judiciário e que a PF deve agir de acordo com o que o Supremo Tribunal Federal (STF) demandar.

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“O que depender do nosso governo e do Ministério da Justiça, a Polícia Federal não terá dificuldades de realizar sua investigação” afirmou. No entanto, o ministro não informou se haverá um contingente maior de agentes da PF para dar conta de atender ao grande número de investigados. “A abertura de inquéritos passa pelo crivo do ministro Fachin e não é a Polícia Federal que toma a iniciativa. Ela é uma polícia judiciária que obedece ao que o Supremo determina”.

Tão logo a Lava Jato virou assunto na coletiva de imprensa, assessores de Serraglio o retiraram da sala sob o pretexto de levá-lo a tempo para o aeroporto. Na capital paranaense, o ministro visitou a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária para comentar sobre a entrega de novas viaturas e a construção de novas unidades penais com recursos do Fundo Penitenciário.

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