Levy Fidélix, pré-candidato a presidente.| Foto: Alexandra Martins/Divulgação

Pré-candidato à presidência da República pelo PRTB, Levy Fidélix disse nesta sexta-feira (2), em entrevista à Gazeta do Povo, que espera ser o representante da direita nas eleições deste ano. Segundo Fidélix, a disputa não vai ficar concentrada nos pré-candidatos Lula (PT) e Bolsonaro (PSC), já que, na opinião do presidente do PRTB, os dois devem ser impedidos de concorrer pela Lei Ficha Limpa.

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Fidélix também aproveitou o espaço para criticar Bolsonaro. Entre as críticas disparadas ao deputado federal está o fato dele já ter dito que não entende nada de economia. Fidélix também revelou que Bolsonaro procurou o PRTB para disputar pela legenda as eleições para presidente, mas teve as portas fechadas no partido. “No ano passado o flilho dele, Flávio, procurou-me para que ele pudesse vir para cá”, contou Fidélix. “Não abriria espaço para quem não tem tradição na legenda”, justificou, ao dizer que não aceitou a filiação do deputado federal.

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O pré-candidato também falou sobre suas propostas para a área da segurança pública, tema que deve ocupar um espaço central nas eleições. Entre as propostas, Fidélix citou a sugestão de criar “navios-presídios” para abrigar presos. “Se você não consegue, em terra, nas penitenciárias de segurança máxima, controlar esses bandidos que têm celular, têm armas, têm tudo, vamos fazer como antigamente. Vamos botar esse povo a 50 quilômetros da costa, eles vão ficar bem longe, tubarãozinho tomando conta. Também temos navios sucateados, então vamos fazer navios-prisões”, sugeriu.

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O presidente do PRTB, Levy Fidélix, lançou sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2018. O pré-candidato comanda a legenda desde 1994, quando foi criada, e controla o destino de R$ 5,3 milhões do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral destinados ao PRTB nesse ano.

Levy Fidélix já disputou, sem sucesso, 11 eleições desde a década de 1980. No pleito desse ano, diz esperar ter entre 3 e 4 milhões de votos para a presidência. Além de político, é empresário, publicitário e jornalista.

Na última eleição para a presidência, Fidélix causou polêmica por declarações homofóbicas durante um debate na televisão. No ano passado, ele foi condenado pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo a pagar uma multa de R$ 25 mil pelas declarações polêmicas.

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Veja como foi a entrevista: