| Foto: Nelson Almeida/AFP

A ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), emitida pelo juiz Sergio Moro nesta quinta-feira (5), foi recebida de maneiras diferentes pelos pré-candidatos a presidente da República. Alguns festejaram, outros lamentaram.

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Líder nas pesquisas de intenção de voto, Lula pode se candidatar mesmo estando atrás das grades. Mas é fato que o desgaste que o petista sofre com a condenação e agora com a prisão na Lava Jato beneficia os seus concorrentes na disputa pelo Palácio do Planalto.

Veja a seguir algumas reações:

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Ciro diz acompanhar prisão de Lula com tristeza

Ciro Gomes (PDT) se disse triste com a ordem de prisão. “Estou acompanhando com muita tristeza tudo que está acontecendo com o ex-presidente e meu amigo Luiz Inácio Lula da Silva. Por mim, e por muitos brasileiros, especialmente os mais pobres, por quem ele tanto fez”, disse o pré-candidato em uma rede social.

Ciro disse esperar ver Lula solto e cobrou punição a integrantes do PSDB. “Espero que os próximos recursos possam prontamente quanto possível estabelecer sua liberdade. Parte importante do país na qual me incluo, não consegue ver justiça, muito menos equilíbrio em um providência tão amarga, enquanto remanescem intocados notórios corruptos do PSDB”, afirmou o ex-ministro do governo Lula.

Alckmin: “lei vale para todos”

Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, se manifestou pelas redes sociais, lamentando a prisão de um ex-presidente da República, mas exaltando o fim da impunidade no Brasil. “É lamentável ver a decretação da prisão de um ex-presidente, mas tenho a convicção de que isso simboliza uma importante mudança que vem ocorrendo no Brasil: o fim da impunidade. A lei vale para todos”

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Um acontecimento triste em qualquer país, diz Marina

Ex-petista, Marina Silva (Rede) classificou como “acontecimento triste” o pedido de prisão do ex-presidente Lula. Ela, no entanto, defendeu que as leis devem ser aplicadas “igualmente para todos”. “A prisão de um ex-presidente é um acontecimento triste em qualquer país. No entanto, numa democracia, as decisões da Justiça devem ser respeitadas por todos e aplicadas igualmente para todos”, disse.

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Sem citar nomes, Marina afirmou também que “os que ainda não foram alcançados pela Justiça é porque estão escondidos sob o manto da impunidade do foro privilegiado”. Marina, que foi filiada ao PT por mais de 20 anos, deixou o partido em 2010 para disputar pela primeira vez a Presidência. Ela foi ministra do Meio Ambiente de Lula entre 2003 e 2008.

Bolsonaro: Boa noite, Brasil!

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) se manifestou apenas com um “boa noite, Brasil” nas redes sociais após o juiz Sergio Moro mandar prender o ex-presidente. No Twitter, Bolsonaro se restringiu a dizer “boa noite”, seguido por um símbolo de positivo e uma bandeira do Brasil. Foi o que bastou para que seus seguidores o respondessem e replicassem a publicação. Além de mensagens de apoio ao presidenciável, também foram postadas muitas manifestações favoráveis a Moro.

Mais cedo, o deputado havia publicado um vídeo em sua página na internet em que defendia que, após a decisão do Supremo Tribunal Federal de rejeitar o habeas corpus de Lula, “cada um de nós se empenhar para mudar o destino da nossa Pátria”.

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Ordem de prisão é arbitrária, diz Manuela D’Ávilla

Em nota, Manuela D’Ávila (PCdoB) e a presidente da sigla, Luciana Santos, expressaram repúdio à decisão do juiz Sergio Moro. “É arbitrária a ordem de prisão do ex-presidente Lula”, afirmam, em nota. “Sua prisão, uma vez concretizada, fará ressurgir a figura do preso político, típica de regimes arbitrários”, apontam.

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O comunicado afirma que é “imperativo realizar ações e protestos no Congresso Nacional e demais casas legislativas, nas ruas e redes sociais, em solidariedade ao ex-presidente Lula, em defesa da democracia, das eleições e da soberania do voto popular”. Ainda aponta que, mais do que a liberdade de Lula, está em jogo “a própria democracia e o Estado Democrático de Direito”.

Maia: quem tem responsabilidade pública não pode celebrar ordem de prisão de Lula

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou que aqueles que têm responsabilidade pública não podem celebrar a ordem de prisão do ex-presidente Lula. Maia disse ainda que qualquer manifestação sobre a prisão do petista deverá respeitar a ordem institucional.

“Aqueles que têm responsabilidade pública, em qualquer nação, não podem celebrar a ordem de prisão de um ex-presidente da República. No entanto, o mandado de prisão decorreu de um processo submetido à mais alta Corte do Poder Judiciário, em que foi respeitado o amplo direito de defesa”, afirmou o pré-candidato à Presidência, em nota.

Maia afirmou que a democracia brasileira está madura e que, por isso, manifestações sobre a prisão devem respeitar o Estado democrático de direito. “O Brasil é uma democracia madura onde as instituições funcionam plenamente. Toda e qualquer manifestação em relação ao mandado de prisão precisa respeitar a ordem institucional”, declarou o presidente da Câmara.

Alvaro Dias: decisão de Moro sobre Lula é ‘avanço’ para o país

O senador Alvaro Dias (Podemos) afirmou que é “lastimável” ver um ex-presidente ser conduzido à prisão, mas considerou a decisão um “avanço” para o país. “A impunidade perdeu; o Estado de direito prevaleceu. As leis estão governando os homens nesse momento e estamos caminhando para a inauguração de uma nova Justiça no Brasil. É assim que se constrói uma grande nação”, disse Dias em vídeo publicado no Twitter após a decisão.

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