Lula recebe um beijo da filha Lurian na cerimônia de homenagem à Marisa Letícia no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, antes de ser preso| Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Mesmo preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá imagens inéditas suas nas propagandas eleitorais petistas. O PT tenta viabilizar gravações na carceragem da Polícia Federal, onde o líder do partido está há 68 dias. Mas tem cartas na manga caso isso não seja autorizado. 

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Os dois dias em que Lula ficou no Sindicato dos Metalúrgicos antes de se entregar à PF foram muito produtivos nesse sentido. Há gravações sobre eleições ainda não divulgadas. Segundo petistas, são vídeos em que Lula fala genericamente sobre a importância do voto e a perseguição contra o PT. 

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Há ainda os vídeos gravados por correligionários e demais apoiadores que foram visitá-lo naqueles dias que antecederam sua prisão. Alguns já foram parar nas redes sociais. Mas a campanha petista os está recolhendo e estuda também usá-los nas propagandas de televisão de integrantes da legenda que concorrerão esse ano. 

O PT, que ainda não desistiu de Lula candidato, quer fazer ainda novos vídeos na carceragem da Polícia Federal, onde o petista está desde 7 de abril. Ou presencialmente, ou por videoconferência. 

Aguarda uma decisão sobre um pedido já feito por veículos de comunicação para que o ex-presidente participe de sabatinas realizadas com pré-candidatos à Presidência da República. 

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Além disso, a defesa de Lula apresentou à Justiça Federal de Curitiba, na última sexta (8), uma solicitação para que o petista possa realizar atos pré-campanha e comparecer à Convenção Nacional do PT, em 28 de julho. Ainda não há decisão. 

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O ex-presidente cumpre pena de 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso Triplex. Para o PT, Lula não teve os direitos políticos cassados, embora, condenado, seja considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa. 

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A estratégia do partido é registrar a candidatura de Lula à Presidência no limite do prazo, em 15 de agosto. Só após essa oficialização na Justiça Eleitoral poderá haver a impugnação da candidatura. Publicamente, líderes petistas afirmam acreditar em uma decisão favorável da Justiça à Lula. Porém, internamente, discutem o plano B. 

Com os vídeos de Lula, querem manter sua aparição na mídia, de forma a possibilitar ao nome que deve substituí-lo nas urnas capitalizar os votos. Avaliam que, após a prisão, a visibilidade do ex-presidente diminuiu, o que o prejudica politicamente. 

Na terça (12), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou mais um pedido da defesa de Lula para suspender os efeitos da condenação. A defesa queria que Lula deixasse a prisão e participasse da campanha eleitoral, respondendo ao processo em liberdade, enquanto recursos a instâncias superiores aguardam julgamento.

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