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Moro reclama de hostilidade de ‘agentes do PT’ e diz que petistas “querem controlar a Justiça”

Sérgio Moro se pronuncia ao Conselho Nacional de Justiça mencionando “notas ofensivas” no site do PT

    • São Paulo
    • Estadão Conteúdo
    • 18/10/2018 16:53
     | Daniel Caron/Gazeta do Povo
    | Foto: Daniel Caron/Gazeta do Povo

    O juiz federal Sérgio Moro afirmou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que “agentes” do PT têm um “desejado controle social da Administração da Justiça”. O magistrado responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba afirma que parlamentares da legenda tem insistido em sucessivas representações ao Conselho Nacional de Justiça, além de emitirem “notas ofensivas” publicadas no site do partido.

    “Antecipando-se a um desejado ‘controle social da Administração da Justiça’, o que quer que isso signifique, buscam, estes mesmos agentes políticos, através de provocação ao Conselho Nacional de Justiça (cuja composição desejam, aliás, alterar), cercear decisões da Justiça que contrariam os seus interesses partidários, mesmo às custas da aplicação da lei a crimes de corrupção”, assinalou o juiz, em resposta ao CNJ, nos autos de representação do PT e de três parlamentares da agremiação contra ele pela divulgação de um trecho da delação do ex-ministro Antônio Palocci.

    “Confia-se, respeitosamente, que o Conselho Nacional de Justiça rejeitará essas tentativas reprováveis de intimidação da Justiça e que preservará a independência da magistratura”, ponderou Moro.

    O Anexo 1 da colaboração premiada de Palocci foi tornado público por Moro dias antes do primeiro turno das eleições. Inconformados, o PT e deputados representaram contra Moro ao CNJ.

    VEJA TAMBÉM:  TRF-4 recebe provas da delação de Palocci que ameaça implicar Lula e bancos

    Na resposta ao Conselho, o juiz da Lava Jato argumenta que “o conteúdo do depoimento (Anexo 1) sequer se revestiu de grande novidade”.

    “O próprio Antônio Palocci Filho já havia, ainda em 2017, divulgado carta pessoal na qual teria afirmado seu desejo de colaboração e admitido a prática de crimes pelo ex-presidente da República”, segue Moro. Ele destaca que em depoimento no dia 6 de julho de 2017, Palocci “já havia adiantado várias das revelações contidas no depoimento divulgado”.

    “Diga-se, ao final, que as duas representações inserem-se na linha adotada por alguns agentes do Partido dos Trabalhadores de buscarem criminalizar a atividade jurisdicional, já tendo este julgador sido demandado em queixa-crime (rejeitada por unanimidade e com trânsito em julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal, queixa-crime 0001022-85.2016.404.000), ou de buscarem cercear a atuação independente da Justiça através de ofensas, mentiras e representações disciplinares junto ao Conselho Nacional de Justiça, como as veiculadas nos anteriores procedimentos 0001292-88.2016.2.0000 e 0001386-36.2016.2.0000, já indeferidos pela anterior Corregedora Nacional de Justiça, Ministra Nancy Andrighi.”

    Notas ofensivas

    Segundo Moro, esses mesmos agentes emitiram notas ofensivas no site do PT, buscando intimidá-lo. O juiz assinala que Palocci, no depoimento divulgado, “reporta-se principalmente a supostos crimes praticados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, não é sequer candidato nas eleições de 2018”.

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    “Não há no depoimento qualquer referência ao atual candidato à Presidência pelo Partido dos Trabalhadores”, observou. “Por outro lado, caso fosse intenção deste Juízo influenciar nas eleições teria divulgado a gravação em vídeo do depoimento, muito mais contundente do que as declarações escritas e que seria muito mais amplamente aproveitada para divulgação na imprensa televisiva ou na rede mundial de computadores. O fato é que o Juízo não pode interromper os seus trabalhos apenas porque há uma eleição em curso.”

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