| Foto: Alan Santos/PR

A defesa de Michel Temer entregou na tarde desta quinta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) as respostas do presidente às 50 perguntas formuladas pela Polícia Federal no inquérito sobre um suposto esquema de corrupção no Porto de Santos.

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O inquérito, de relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, apura se a Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos, foi beneficiada pelo decreto assinado pelo presidente em maio, que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos.

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Além do presidente, são investigados Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor de Temer e ex-deputado federal, e Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar. Todos negam irregularidades.

Em outubro do ano passado, a defesa do presidente informou que Temer escolheu não depor pessoalmente, e sim apresentar respostas por escrito às perguntas que lhe forem feitas.

Segundo o blog da jornalista Andreia Sadi, no portal G1, Temer negou ter recebido doações eleitorais do grupo Rodrimar. Disse ainda nunca ter utilizado recursos não contabilizados em suas campanhas. Temer também negou conhecer Ricardo, mas admitiu ter estado com ele “em duas ou três oportunidades”, sendo tratar no entanto de concessões para o setor portuário.

Temer disse ainda não ter autorizado o ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures a receber recursos de campanha ou de qualquer outra origem em seu nome. “O Sr. Rodrigo nunca atuou como arrecadador de recursos em minhas campanhas eleitorais”, respondeu. Rocha Loures ficou conhecido como o “homem da mala” ao ser flagrado saindo de um restaurante em São Paulo carregando uma mala com R$ 500 mil em dinheiro entregues pela JBS.

À PF, Temer afirmou que nunca solicitou que Rocha Loures recebesse recursos de executivos do Grupo JBS em seu nome. “Nenhuma razão haveria para tanto”, disse.

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