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Parlamentares cobram envolvidos

Além do impeachment de Moraes, oposição pressiona por demissões de Andrei e Gonet

Oposição comunicou reação em coletiva de imprensa. (Foto: Ana Carolina Curvello / Gazeta do Povo)

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Além de um novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes — que chegou ao número 54 protocolado apenas no Senado Federal —, a oposição anunciou nesta terça-feira (1º) quatro medidas relacionadas às revelações envolvendo o ministro e o caso Banco Master. Uma coletiva de imprensa no Congresso Nacional, em Brasília, foi convocada para o anúncio.

Além dos afastamentos cautelares de Moraes, do STF, e do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, foi protocolada uma queixa-crime contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“O ministro deveria renunciar e pedir para sair ou, pelo menos, se licenciar, dando-se a ele o amplo direito de defesa”, declarou o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

Mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro mostraram uma relação ainda mais próxima entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, o que justificaria a abertura do processo por crime de responsabilidade.

Afastamento de Moraes

Durante a coletiva, o líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), elevou o tom das críticas ao ministro Alexandre de Moraes e afirmou que as novas revelações representariam “provas concretas” de seu envolvimento com Daniel Vorcaro. Segundo o parlamentar, a informação de que Moraes teria participado da elaboração do contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa agravaria as suspeitas já levantadas pela oposição.

Cabo Gilberto também voltou a criticar a condução do inquérito das fake news e acusou Moraes de cometer abusos e ilegalidades ao longo dos últimos anos. O deputado afirmou ainda que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, deveria ser afastado do cargo e fez acusações contra a atuação da corporação, comparando-a, em sua fala, à polícia secreta da Alemanha nazista. As declarações foram feitas durante a coletiva e representam a avaliação política do parlamentar sobre os fatos.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) também defendeu o afastamento de Moraes e afirmou que as novas informações tornam insustentável a permanência do ministro no Supremo. Segundo ela, o pedido de afastamento que será encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, se soma ao pedido de impeachment apresentado no Senado.

Os parlamentares defenderam que o ministro seja afastado cautelarmente do STF enquanto as suspeitas são investigadas. A justificativa é evitar que Moraes permaneça no exercício da função durante a apuração de fatos que envolvem sua própria atuação e garantir, segundo a oposição, o amplo direito de defesa.

Queixa-crime contra o PGR

Outra medida anunciada é uma queixa-crime contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A oposição questiona a atuação do chefe do Ministério Público Federal diante dos fatos envolvendo Moraes e Vorcaro e pede que sua conduta também seja investigada.

Afastamento do diretor-geral da PF

Por fim, os parlamentares pedem o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. A medida está relacionada às mensagens nas quais Vorcaro teria buscado a intermediação de Moraes junto ao diretor-geral da corporação no contexto das investigações contra o Banco Master.

“Não podemos mais esperar. Acabo de pedir o impeachment de Alexandre de Moraes. Alcolumbre terá de escolher: ou pauta o impeachment ou assume publicamente que atua para blindar o ministro”, disse o senador [Nome do Senador] Viana no X. Para o senador, o ministro deve ter assegurado o direito de defesa, mas as denúncias precisam ser apuradas pelo Congresso.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) propôs que a oposição faça uma "obstrução total" no Senado:

“A REPÚBLICA ESTÁ EM XEQUE! Propus hoje uma obstrução total no Senado. Não vamos votar NENHUMA PEC ou projeto de lei até que o ministro Alexandre de Moraes renuncie ou sofra impeachment. As denúncias de hoje sobre o contrato de R$ 131 milhões e a blindagem institucional são inadmissíveis. Chega de omissão!”, escreveu ela no X.

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