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As novas versões da Política Nacional de Defesa e da Estratégia Nacional de Defesa, apresentadas pelo governo ao Congresso, trazem as diretrizes do país para os próximos quatro anos na área militar.  Os documentos deste ano alertam para novas tensões geopolíticas que poderiam afetar o país. E vão servir para embasar um pleito importante do Ministério da Defesa: busca por mais investimentos nas Forças Armadas.

Mas quais são as ameaças ao Brasil que fazem as Forças Armadas pedirem mais investimento? É o que nós vamos falar agora no Gazeta Notícias.

A Política Nacional de Defesa (PND) ressalta que o Brasil pode ser afetado por "desdobramentos" de tensões em países vizinhos. O texto ainda afirma que o país poderá ter de intervir em nações vizinhas ou reagir militarmente a uma eventual agressão.

O documento não cita nominalmente onde estariam esses riscos.  Mas, nos bastidores, sabe-se que a grande preocupação é com a Venezuela, país comandado pelo ditador Nicolás Maduro e que passa por uma grave crise institucional e econômica.

Enquanto a  oposição venezuelana conta com o apoio de países como o Brasil e os Estados Unidos, Maduro firmou uma aliança com a  Rússia e a  China – nações cuja presença na América do Sul também causam preocupação nas Forças Armadas brasileiras, embora isso não esteja descrito na estratégia de defesa nacional.

A Amazônia, região em que o Brasil faz fronteira com a Venezuela, é destacada na estratégia de defesa nacional como uma das áreas de maior ameaça para o país. Historicamente os militares brasileiros sempre consideraram a floresta amazônica como alvo da cobiça de outros países. E, atualmente, o país sofre um desgaste internacional por causa da política do governo para o meio ambiente – o que, em alguns setores das Forças Armadas, pode ensejar movimentos de interferência na soberania do Brasil sobre a Amazônia.

Outra área citada no documento como de risco para o país é o Atlântico Sul.  As principais jazidas de petróleo do Brasil ficam em seu mar territorial.  E a defesa das plataformas de extração contra eventuais ataques militares estrangeiros, o que causaria graves danos à economia brasileira, é uma das grandes preocupações das Forças Armadas.

 OUTRAS AMEAÇAS

O documento também fala em "pandemias" e "mudanças climáticas" como ameaças ao país, destacando as "consequências ambientais, sociais, econômicas e políticas, que exigem pronta resposta do Estado". Sobre a situação na América do Sul, a nova estratégia de defesa nacional sugere que o Brasil não aposta mais em organismos multilaterais sul-americanos como instâncias para solucionar conflitos.

Embora a PND fale de uma “vocação [brasileira] para a convivência harmônica com outros países” como “parte da identidade nacional”, cita, logo em seguida, a máxima do Barão do Rio Branco de que “nenhum Estado pode ser pacífico sem ser forte”.

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