Em dois dias, o governo do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) sofreu duas derrotas duras no Congresso Nacional: a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria. Para os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Sergio Moro (PL-PR), as votações representam um novo momento político que deve complicar ainda mais a situação do Executivo e do Judiciário.
Os dois senadores participaram nesta quinta-feira (30) do programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo. Para Girão, hoje existe um novo cenário no Legislativo. “O Senado estava fechado, fazendo de conta que não existia, e começou a reagir. Agora é hora de passar o Brasil a limpo”, afirmou. Assista aqui à íntegra da entrevista.
Por “passar o Brasil a limpo”, o senador aponta ações fundamentais, como a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master e colocar em votação os pedidos de impeachment contra ministros do STF. “Para que possamos coibir os abusos dos ministros, é preciso fazer o impeachment.”
Quem também não terá vida fácil é o governo Lula. Girão não vê clima, por exemplo, para que o presidente indique um novo nome para o STF e acredita que a proposta que acaba com a escala 6x1 pode nem acontecer. “O cenário mudou completamente de ontem para hoje, o governo está em frangalhos”, dispara.
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"Ministros do STF precisam ser investigados", defende Moro
Para Sergio Moro, a indicação de um novo ministro do Supremo deve ser feita somente depois das eleições, pelo presidente que vier a ser eleito. “Nossa expectativa é que as próximas indicações sejam de pessoas menos próximas do presidente e com perfil técnico. Queremos um STF independente, e não mais do Lula”, ressalta. Para conferir a entrevista completa, é só clicar aqui.
Moro defende ainda que sejam investigadas as suspeitas que recaem sobre ministros do STF, como o envolvimento de alguns deles com o Banco Master. “Ministros têm que ser investigados e, a partir das investigações, que se extraiam as devidas consequências. A partir disso, será possível retomar a agenda positiva do STF.”




