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O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, defendeu nesta quarta-feira (9) a autonomia da Polícia Federal após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, manter o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, no cargo.
“A Polícia Federal do Brasil continuará desenvolvendo as suas atividades em plena normalidade, buscando a verdade doa a quem doer, utilizando da sua autonomia sem qualquer interferência, valendo-se da sua reconhecida capacidade técnica”, disse o ministro, em vídeo divulgado nas redes sociais.
Em nota, a pasta afirmou que cabe à PF “investigar, com plena liberdade e responsabilidade, onde quer que os fatos a conduzam, para que a verdade seja integralmente esclarecida e as responsabilidades, quaisquer que sejam, devidamente apuradas”.
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Nesta terça (8), o ministro André Mendonça afastou Andrei e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, após ser alvo de relatórios de inteligência que apontavam supostos riscos de suas ações na relatoria das investigações do Banco Master e dos descontos ilegais do INSS.
O presidente da Corte recebeu o ministro da Justiça e o advogado-geral da União, Jorge Messias, após a decisão de Mendonça. Messias recorreu a Fachin para suspender a ordem de Mendonça, enquanto o diretor-geral acionou o ministro Flávio Dino para voltar ao cargo.
Na manhã desta quarta (9), Dino reverteu a ordem do colega de Corte e determinou a volta de Andrei e Almada à PF. Diante da guerra de liminares, Fachin derrubou as ordens de Mendonça e Dino, manteve a cúpula da PF no cargo e convocou uma sessão plenária para analisar o caso.
Wellington César expressou sua “confiança” de que o STF “haverá de dar solução adequada para todas as questões que são levadas ao seu conhecimento”. “Tenho certeza absoluta de que daremos continuidade à regularidade plena das atividades da Polícia Federal, de todas as suas operações, de toda a sua gestão”, destacou o ministro.
Veja a íntegra da nota do Ministério da Justiça
“O Ministério da Justiça e Segurança Pública renova a mais absoluta confiança nas instituições republicanas que prestigiam a Constituição Federal e as leis do nosso país.
A Polícia Federal continuará contando com o elevado prestígio e a credibilidade conquistados perante a sociedade brasileira, bem como cumprindo suas missões institucionais com dedicação e compromisso, por meio do trabalho de todos os seus integrantes, da direção superior aos servidores mais recentemente incorporados aos seus quadros.
Da mesma forma, o Ministério da Justiça e Segurança Pública reafirma que todas as investigações conduzidas pela Polícia Federal deverão prosseguir com absoluta independência, rigor técnico e estrita observância da lei, alcançando todos os fatos e todos os envolvidos, sem exceções.
A preservação da autonomia investigativa da Polícia Federal constitui garantia indispensável ao Estado Democrático de Direito, e nenhuma circunstância poderá comprometer a continuidade, a profundidade ou a integridade das apurações em curso. Cabe à Polícia Federal investigar, com plena liberdade e responsabilidade, onde quer que os fatos a conduzam, para que a verdade seja integralmente esclarecida e as responsabilidades, quaisquer que sejam, devidamente apuradas.”





