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Um terço do autorizado

Bolsonaro completa um mês em domiciliar a espera de aval de Moraes para cirurgia

Defesa do ex-presidente sugeriu datas, mas consulta a Paulo Gonet frustrou previsão.
Defesa do ex-presidente sugeriu datas, mas consulta a Paulo Gonet frustrou previsão. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou nesta segunda-feira (27) o primeiro de seus três meses de prisão domiciliar humanitária temporária. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após Bolsonaro enfrentar um quadro de broncopneumonia. Agora, o ex-presidente aguarda autorização do ministro para uma cirurgia no ombro direito.

Aos 71 anos, Bolsonaro enfrenta uma lesão no manguito rotador, um grupo de quatro músculos responsáveis por estabilizar o ombro. Problemas nessa região costumam causar dores e fraqueza, especialmente durante a noite. As queixas foram reveladas pelo cardiologista Brasil Caiado, líder da equipe médica do ex-presidente, na entrevista coletiva concedida logo após a alta do hospital DF Star.

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Os advogados pediram autorização para o procedimento na última terça-feira (21), com a expectativa de que a internação ocorresse na sexta-feira (24) e a cirurgia até sábado (25). Moraes, no entanto, só deu andamento ao pedido na quinta-feira (23), dando cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse. O parecer favorável só veio no dia seguinte, já dentro do intervalo solicitado.

Durante a prisão domiciliar, ocorreu ainda uma divergência envolvendo o irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Carlos Eduardo Antunes Torres. O pedido para a inclusão dele como cuidador de Bolsonaro foi negado após o ministro questionar se Torres tinha alguma qualificação como enfermeiro ou técnico de enfermagem. A defesa chegou a argumentar que a escolha se deu por se tratar de "pessoa de confiança da família", mas o ministro restringiu o acesso ao ex-presidente aos profissionais de saúde.

Após os 90 dias autorizados, Moraes deve realizar uma nova avaliação e decidir se renova ou não o benefício. Paralelamente, a oposição trabalha para derrubar o veto do presidente Lula (PT) ao projeto de lei da dosimetria, o que pode reduzir a pena de Bolsonaro.

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