A defesa do general Braga Netto apresentou um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogue a prisão do militar. Em despacho assinado nessa quinta-feira (28), o magistrado deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste contra ou a favor da soltura.
O pedido de Braga Netto chega à Corte faltando menos de uma semana para o início do julgamento do chamado "núcleo um" da suposta tentativa de golpe de Estado. Além do general, o grupo inclui ainda o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras cinco pessoas.
No pedido, os advogados de Braga Netto argumentam que “não há absolutamente nenhuma razão idônea que embase um tratamento diverso ao general Braga Netto, evidenciando que a manutenção de uma medida cautelar mais severa a ele – a mais severa de todas – é inadmissível”. Ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, o general está preso desde dezembro por decisão de Moraes.
Braga Netto é acusado de tentar interferir na delação do tenente-coronel Mauro Cid e de ter atuado como um dos articuladores do suposto plano golpista que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este é o terceiro pedido que a defesa apresenta ao STF. Os outros dois foram negados pela PGR e por Moraes.
A última decisão contraria foi proferida no último dia 6 de agosto. Na ocasião, Moraes afirmou que há indícios da participação do general na tentativa de golpe de Estado durante o governo Bolsonaro.
“Ressalto que estão presentes os requisitos do art. 312 [CPP] em relação a Walter Souza Braga Netto, o que justifica a manutenção da custódia cautelar para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública, em face do perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado e dos fortes indícios da gravidade concreta dos delitos imputados”, decidiu o ministro do STF.
Com STF politizado, fugas de réus da direita se tornam mais frequentes
Estatais batem recorde na Lei Rouanet enquanto contas públicas fecham no vermelho
Trump analisa novas ações militares contra o Irã enquanto protestos se intensificam
Trump sugere que Cuba faça acordo com EUA “antes que seja tarde demais”