Em entrevista durante viagem à África, Lula comparou ação de Israel à Holocausto| Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O governo brasileiro não vai se retratar sobre as declarações dadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação a guerra na Faixa de Gaza. A confirmação foi dada à Gazeta do Povo pelo assessor de assuntos internacionais de Lula, Celso Amorim. De acordo com ele, a possibilidade de uma retratação sequer foi discutida pois seria "descabida".

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No último domingo (18), Lula comparou as ofensivas de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto sofrido pelo povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse o presidente.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou as afirmações de Lula quase que de imediato e chamou o embaixador do Brasil em Israel para prestar esclarecimentos sobre o que foi dito — a atitude não é muito bem vista no meio diplomático.

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Nesta segunda (19), Netanyahu ainda disse que Israel não vai "esquecer e nem perdoar" o que foi dito pelo mandatário brasileiro enquanto Lula não se retratasse sobre o que disse. O governo israelense ainda declarou o petista como "persona non-grata".

Lula chegou a condenar, em outras ocasiões, a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Uma guerra foi iniciada no enclave desde que o grupo terrorista Hamas, atacou Israel no dia 7 de outubro do último ano. Lula chegou a chamar os ataques de Israel a Gaza de "genocídio" e, há algumas semanas, apoiou uma investigação contra Israel pelo crime na Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]