A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves: grupo com mais de 800 entidades apoia entrada do Brasil em Conselho de Direitos Humanos da ONU.| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um grupo de 869 instituições latino-americanas lançou uma carta em resposta a um manifesto de 230 entidades contra a candidatura do Brasil ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Na carta, o grupo expressa seu apoio ao pleito do governo, afirmando que ele representa o "sentimento dos cidadãos brasileiros" e o "de muitas pessoas cujos direitos são deixados de lado quando se enfoca única e exclusivamente os direitos das minorias".

O texto das entidades contrárias à candidatura dizia que o governo brasileiro promove "a exclusão e o ataque a sujeitos como mulheres, LGBTIs, indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, negros e negras, juventude e outros e outras" e pedia monitoramento da comunidade internacional acerca de direitos humanos no Brasil. Na carta de resposta a esse texto, o grupo favorável ao pleito brasileiro apoia algumas das principais bandeiras levadas à ONU pelo Itamaraty, como o direito à vida e a defesa da família. "São valores que compartilhamos com muitos de nossos países irmãos na América Latina" e que "estão protegidos por leis nacionais de diversos países e por tratados internacionais". O grupo exalta ainda o auxílio que o governo brasileiro está prestando ao povo venezuelano.